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21 de abril de 2019, 08h24

Após protocolar pedido de impeachment, Feliciano volta a atacar Mourão: “Judas, traidor e sem caráter”

“Não é possível que ele se coloque o tempo todo como alternativa de poder, em uma postura golpista à luz do dia”, disparou o deputado e pastor evangélico

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Depois de protocolar pedido de impeachment do general Hamilton Mourão, o deputado Marco Feliciano (Podemos-SP), que está sendo blindado por Jair Bolsonaro apesar de tentar derrubar o vice-presidente, voltou a atacar o desafeto, seguindo a estratégia de terceirizar as críticas. Protegido no cargo de vice-líder do governo no Congresso, o pastor evangélico chamou Mourão de “Judas, traidor e sem caráter”, em entrevista a Marco Grillo, da revista Época. “Não é possível que o vice-presidente da República contradite diariamente o presidente em público. Não é possível que ele se coloque o tempo todo como alternativa de poder, em uma postura golpista...

Depois de protocolar pedido de impeachment do general Hamilton Mourão, o deputado Marco Feliciano (Podemos-SP), que está sendo blindado por Jair Bolsonaro apesar de tentar derrubar o vice-presidente, voltou a atacar o desafeto, seguindo a estratégia de terceirizar as críticas.

Protegido no cargo de vice-líder do governo no Congresso, o pastor evangélico chamou Mourão de “Judas, traidor e sem caráter”, em entrevista a Marco Grillo, da revista Época.

“Não é possível que o vice-presidente da República contradite diariamente o presidente em público. Não é possível que ele se coloque o tempo todo como alternativa de poder, em uma postura golpista à luz do dia”, disparou Feliciano.

Questionamento

“Eu gostaria de saber qual dos dois é o Mourão verdadeiro? O brutamontes da campanha eleitoral, que pretendia acabar com o 13º salário e fazer uma nova Constituição sem o Congresso, ou esse moço bem-comportado que só fala o politicamente correto que o mais raso do senso comum quer ouvir?”, questionou o deputado.

“Vale lembrar que foi exatamente essa a tática de (Michel) Temer para desconstruir a autoridade de Dilma (Rousseff). Já vi esse filme e não vou deixar que façam isso com meu presidente, meu amigo pessoal há dez anos, com quem travo lutas contra a esquerda desde o dia em que pisei no Congresso”, acrescentou.

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