23 de junho de 2015, 11h03

Após ser assaltada por adolescentes e crianças, vítima se arrepende de ter chamado a polícia

"Depois de quatro horas aqui, eu estou com dó das crianças. Dó porque talvez eles sejam vítimas do que veem em casa, na rua. A gente não sabe o que que tem por trás disso tudo”, disse a mulher, que teve o celular roubado por um grupo de meninos de 9 a 13 anos

“Depois de quatro horas aqui, eu estou com dó das crianças. Dó porque talvez eles sejam vítimas do que veem em casa, na rua. A gente não sabe o que que tem por trás disso tudo”, disse a mulher, que teve o celular roubado por um grupo de meninos de 9 a 13 anos Por Redação Na noite da última segunda-feira (22), quatro crianças e adolescentes, entre 9 e 15 anos, foram apreendidos pela Polícia Militar após roubar o celular de uma mulher na região do Sacomã, zona sul de São Paulo. Quando os viu detidos na delegacia, no entanto,...

“Depois de quatro horas aqui, eu estou com dó das crianças. Dó porque talvez eles sejam vítimas do que veem em casa, na rua. A gente não sabe o que que tem por trás disso tudo”, disse a mulher, que teve o celular roubado por um grupo de meninos de 9 a 13 anos

Por Redação

Na noite da última segunda-feira (22), quatro crianças e adolescentes, entre 9 e 15 anos, foram apreendidos pela Polícia Militar após roubar o celular de uma mulher na região do Sacomã, zona sul de São Paulo. Quando os viu detidos na delegacia, no entanto, a vítima se sensibilizou com sua situação e disse ter se arrependido de chamar a PM.

“Agora, nesse exato momento, minha sensação é de dó, porque são crianças. Eu sou mãe, então, eu estou muito sensibilizada com o que eu estou vendo aqui. Se eu pudesse voltar atrás, talvez, eu não deixaria ter trazido para cá [para delegacia]. Depois de quatro horas aqui, eu estou com dó das crianças. Dó porque talvez eles sejam vítimas do que veem em casa, na rua. A gente não sabe o que que tem por trás disso tudo”, afirmou à TV Globo a mulher, que preferiu não ser identificada.

O adolescente de 13 anos, responsável pela abordagem à vítima, foi levado à Fundação Casa – ele portava uma arma de brinquedo. Os outros três meninos foram entregues às famílias, embora, segundo a polícia, não soubessem sequer  o endereço de suas residências. Só foi possível devolvê-los aos pais porque guiaram os policiais até suas moradias.