16 de setembro de 2018, 08h54

Após sofrer ataque, grupo ‘Mulheres unidas contra Bolsonaro’ sai do ar

Depois de grande repercussão no Facebook, com a adesão de 2 milhões de mulheres contra o candidato à presidência do PSL, grupo fica indisponível na rede 

O grupo “Mulheres unidas contra Bolsonaro” está fora do ar na manhã deste domingo (16), após ser alvo de uma escalada de ataques cibernéticos, que incluíram mudança de nome para um a favor do candidato do PSL e até ameaças às moderadoras, com a divulgação dos dados de uma delas.

O grupo já reunia cerca de 2 milhões de internautas contra o militar reformado de ultradireita, contra o avanço e fortalecimento do machismo, misoginia e outros tipos de preconceitos representados pelo candidato e seus eleitores.

Página do grupo fora do ar, neste domingo

De acordo com as organizadoras do grupo, os ataques começaram na sexta-feira (14), quando a administradora M.M. teve suas contas no Facebook e no WhatsApp invadidas. As administradoras começaram a receber avisos de que a página deveria ser extinta até 24h de sexta. Elas tentaram deixar o grupo privado, mas os invasores conseguiram entrar.

Em seguida, o grupo passou a receber postagens contrárias às participantes, como “esquerdistas de merda”. A imagem de capa do grupo também foi alterada com as assinaturas ‘Eduardo Shinok’ e ‘Felipe Shinok’, supostos autores da invasão.

Mulheres dizem que estes são os autores do ataque

O filho do candidato à presidência Eduardo Bolsonaro publicou mensagem dizendo que o grupo não existia com a imagem da capa alterada para a favor de seu pai.

“O grupo foi temporariamente removido após detectarmos atividade suspeita. Estamos trabalhando para esclarecer o que aconteceu e restaurar o grupo às administradoras”, informou o Facebook.

O candidato à presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos, lamentou o ataque pelo Twitter: