29 de novembro de 2018, 21h56

Após visita, Luiz Marinho diz que instâncias superiores vão reverter condenação de Lula

Ex-presidente recebeu a visita do presidente do PT de São Paulo e do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana

Foto: Reprodução/Vídeo Por RBA O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no final da tarde desta quinta-feira (29), em sua cela em Curitiba, a visita do presidente do PT de São Paulo e ex-prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, e do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana. “Aproveitamos para chamar a atenção do STF e STJ da necessidade de um julgamento justo. Lula pede somente isto: ‘me julguem’. Temos certeza que, quando o mérito for julgado nas instâncias superiores, haverá reversão das decisões das instâncias que o julgaram e condenaram”, disse Marinho. Fórum precisa...

Foto: Reprodução/Vídeo

Por RBA

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no final da tarde desta quinta-feira (29), em sua cela em Curitiba, a visita do presidente do PT de São Paulo e ex-prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, e do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana.

“Aproveitamos para chamar a atenção do STF e STJ da necessidade de um julgamento justo. Lula pede somente isto: ‘me julguem’. Temos certeza que, quando o mérito for julgado nas instâncias superiores, haverá reversão das decisões das instâncias que o julgaram e condenaram”, disse Marinho.

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Segundo Santana, o ex-presidente está “indignado com a falta de compreensão de uma Justiça que quer persegui-lo”.

Em sua opinião, o Judiciário está “vacilando no tempo para avaliar e julgar corretamente os processos como tem que ser, respeitando a Constituição”. Em alguns momentos, acrescentou, “a Constituição foi rasgada para ele ser condenado e preceitos jurídicos foram ignorados para ele ser preso”.

Santana afirmou ter saído do encontro com “a certeza de que, se querem que ele baixe a cabeça, Lula jamais se curvará”. “É um homem que consegue, apesar da situação em que se encontra, nos passar esperança, força, determinação para continuar lutando pela sua liberdade”.

Segundo o sindicalista, Lula está “antenado, lúcido e consciente do que está acontecendo e da luta que vamos ter por direitos, contra uma sociedade de intolerância, de perda de direitos, de ataques à democracia”. Ele acrescentou: “Lutar por Lula livre é lutar contra essa sociedade intolerante e injusta que não queremos. O que não queremos para ele, não queremos para os brasileiros e brasileiras”.

Para Marinho, as expectativas da gestão de Jair Bolsonaro são de que ele vai agravar a situação deixada pelo “governo golpista que está dirigindo o Brasil nesse momento, de perseguição aos movimentos sociais e aos trabalhadores”.

O ex-prefeito de São Bernardo pediu um “mutirão de solidariedade e energia positiva” ao ex-presidente da República. “Queremos vê-lo onde ele mereça estar, junto do povo”.

Haddad

Em Nova York, no evento “Brazil Talk: O Brasil após as Eleições”, na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, o ex-candidato à presidência da República Fernando Haddad criticou a postura do presidente eleito, Jair Bolsonaro, em relação à política externa, como um “acoplamento quase que sem mediação, cego” aos Estados Unidos.

Nesta quinta, Bolsonaro bateu continência para o assessor de segurança de Donald Trump, John Bolton, ao recebê-lo em sua casa no Rio de Janeiro.

Haddad está nos EUA para o lançamento de uma coalizão internacional progressista idealizada pelo senador americano Bernie Sanders e pelo ex-ministro das Finanças da Grécia Yanis Varoufakis, neste sábado (1º), em Nova York.

Entre terça (4) e quinta-feira (6), a senadora Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT, vai se pronunciar pela liberdade de Lula e denunciar as ameaças à democracia brasileira, durante reunião de partidos políticos dos países do Brics, em Tsuane, África do Sul. O Brics é formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e a própria África do Sul.

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