20 de junho de 2018, 12h33

Apresentadora de TV dos EUA chora ao ler notícia sobre separação de crianças migrantes dos pais

A apresentadora se desculpou por não conseguir ler a notícia até o final. Veja o vídeo

A jornalista Rachel Maddow, apresentadora da rede MSNBC, se emocionou na noite desta terça-feira (19) e não conseguiu ler até o final notícia sobre a decisão do governo Trump de deter crianças e bebês filhos de pais migrantes ilegais em centros isolados de sua família.

“Isso é inacreditável”, disse a jornalista enquanto lia a notícia. A âncora interrompeu a leitura, tentou retomar, mas percebeu que não conseguiria terminar. “Acho que vou ter que interromper isso. Desculpem”, disse ela, chamando o jornalista que estava com um link ao vivo fora do estúdio, no Texas.

Em seu Twitter, Rachel Maddow comentou o ocorrido. “Novamente, eu peço desculpas por perder o controle por um momento. Não era o que eu planejava fazer, nem de longe”, escreveu.

Secretária de Trump é vaiada em restaurante mexicano

O assunto tem causado indignação nos EUA. Na noite desta terça-feira, manifestantes interromperam o jantar da secretária do Departamento de Segurança Interna dos EUA, Kristjen Nielsen. Ela estava, por ironia, em um sofisticado restaurante mexicano, em Washington. O objetivo do grupo foi expressar indignação pela separação das crianças de seus pais migrantes na fronteira sul dos EUA.

Oito crianças brasileiras estão afastadas da família

Pelo menos oito crianças brasileiras estão separadas dos pais desde que tentaram cruzar a fronteira dos Estados Unidos ilegalmente. O número pode ser maior já que estes são os casos atendidos pela Embaixada brasileira nos Estados Unidos. O número de menores de idade separados dos pais aumentou de três por ano para quatro por mês desde que a política de tolerância zero contra a imigração ilegal foi implementada há seis meses pelo governo de Donald Trump.

Em um dos casos, contado pela reportagem da ‘Folha de São Paulo’ nesta quarta-feira, uma avó foi separada do neto adolescente de 16 anos. O jovem é autista, sofre de epilepsia, e tem sofrido contínuos ataques desde a separação.

Ele liga para ela e chora, perguntando quando ela irá voltar”, contou o advogado Eduardo Beckett, que trata do caso, à Folha de São Paulo. “Ela está devastada”, completou.

Nos casos atendidos pela Embaixada, os parentes das crianças estão detidos no Texas ou no Novo México, cerca de 500 km de onde os meninos e meninas aguardam por um reencontro.