08 de fevereiro de 2019, 17h41

Área de incêndio no Ninho do Urubu não tinha licença para funcionar como dormitório

Prefeitura do Rio vai determinar a abertura de um processo de investigação para apurar as responsabilidades

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A área onde estavam alojados os jogadores das categorias de base do Flamengo, mortos durante incêndio na madrugada desta sexta-feira (8), no Rio de Janeiro, não tinha autorização da prefeitura para funcionar como dormitório, de acordo com informações de O Globo. A prefeitura divulgou nota informando que a área do Ninho do Urubu, que estava sendo usada como alojamento, só poderia funcionar como estacionamento. A administração municipal diz, ainda, que a atual licença do CT, aprovada em 5 de abril de 2018, tem validade até 8 de março e que só “há inspeção neste tipo de edificação em casos de...

A área onde estavam alojados os jogadores das categorias de base do Flamengo, mortos durante incêndio na madrugada desta sexta-feira (8), no Rio de Janeiro, não tinha autorização da prefeitura para funcionar como dormitório, de acordo com informações de O Globo.

A prefeitura divulgou nota informando que a área do Ninho do Urubu, que estava sendo usada como alojamento, só poderia funcionar como estacionamento.

A administração municipal diz, ainda, que a atual licença do CT, aprovada em 5 de abril de 2018, tem validade até 8 de março e que só “há inspeção neste tipo de edificação em casos de denúncia”.

A direção do Flamengo disse que não vai se manifestar por enquanto sobre a questão. Dez pessoas morreram no incêndio que atingiu o Ninho do Urubu.

Íntegra da nota da prefeitura do Rio:

Sobre o processo de licenciamento do Centro de Treinamento Presidente George Helal, conhecido como Ninho do Urubu, a Prefeitura vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:

1) A atual licença do CT tem validade até 08/03/2019;

2) A área de alojamento atingida pelo incêndio, não consta do último projeto aprovado pela área de licenciamento, em 05/04/18, como edificada.

3) No projeto protocolado, a área está descrita como um estacionamento;

4) Não há registros de novo pedido de licenciamento da área para uso como dormitórios;

5) Por determinação da legislação em vigor, a coordenação de licenciamento informa que só há inspeção neste tipo de edificação em casos de denúncia;

6) A Prefeitura vai determinar a abertura de um processo de investigação para apurar as responsabilidades.

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