10 de maio de 2018, 08h59

Argentina: previsão de Míriam Leitão escrita em 2017 viraliza na rede

A previsão da jornalista virou do avesso e a Argentina caiu em uma crise cambial profunda, tendo que recorrer ao FMI novamente, após 18 anos

Uma previsão econômica para a Argentina escrita pela jornalista Míriam Leitão no Globo, em outubro de 2017, logo após a vitória de Maurício Macri, voltou com força e viralizou nas redes nesta quarta-feira (9). Naquele momento, há um ano, Míriam previa: “A economia da Argentina está em recuperação e pode crescer 3% este ano e 4% no ano que vem. Isso explica em parte a vitória do presidente Mauricio Macri nas eleições do último final de semana. O ajuste promovido pelo governo já traz resultados concretos que começam a ser percebidos pela população. A recuperação do Brasil também tem ajudado,...

Uma previsão econômica para a Argentina escrita pela jornalista Míriam Leitão no Globo, em outubro de 2017, logo após a vitória de Maurício Macri, voltou com força e viralizou nas redes nesta quarta-feira (9). Naquele momento, há um ano, Míriam previa:

“A economia da Argentina está em recuperação e pode crescer 3% este ano e 4% no ano que vem. Isso explica em parte a vitória do presidente Mauricio Macri nas eleições do último final de semana. O ajuste promovido pelo governo já traz resultados concretos que começam a ser percebidos pela população. A recuperação do Brasil também tem ajudado, pelas fortes relações comerciais entre os dois países.”

Hoje, meses depois da previsão da jornalista especializada em economia, o presidente argentino teve que recorrer ao FMI novamente depois de 18 anos, por conta de problemas em sua balança de pagamentos. O déficit das contas governamentais da Argentina permanece em torno de 6% e o PIB cresceu apenas 2,9%.

O governo argentino pretende obter uma linha de crédito – que qualificou de “preventivo” – de ao menos US$ 30 bilhões. A medida contraria declarações do próprio ministro da Fazenda argentino, Nicolás Dujovne, que em março de 2017 prometera que o país não voltaria aos empréstimos do FMI.

A intenção do pedido de crédito do governo Macri é conter a sangria que se estabeleceu na situação cambial argentina, com a recente escalada do dólar que já levou o governo a subir a taxa de juros de 22% para 40%.

O aumento significativo dos juros não acalmou o mercado e a fuga de capitais continuou. Nesta terça-feira (8), antes do anúncio do pedido de auxílio, a moeda americana bateu novo recorde, chegando a 23,40 pesos.