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16 de dezembro de 2018, 10h01

Arma do assassino de Campinas tinha origem legal e foi comprada “para se defender”

De acordo com a Polícia Civil, a pistola e o revólver utilizados por Euler Fernando Grandolpho no atentado da Catedral Metropolitana de Campinas tinham origem legal e podem ter sido roubadas ou compradas de alguém que tinha porte

Atirador se suicidou depois de matar 4 pessoas em igreja de Campinas (Reprodução/GloboNews)
Por Carta Campinas  A polícia de Campinas confirmou que a pistola e o revólver usados por Euler Fernando Grandolpho, o atirador responsável  pela tragédia que ocorreu na última terça-feira na Catedral Metropolitana de Campinas, vieram de origem legal. As armas podem ter sido roubadas ou compradas de alguém que tinha posse legal, ou seja, a origem da arma é do mercado legal de armas. A polícia agora quer saber quem ajudou Euler a adquirir os dois objetos fabricados para matar pessoas (o revólver e a pistola) de forma ilegal. Segundo a polícia, elas estavam com as numerações de registros raspadas,...

Por Carta Campinas 

A polícia de Campinas confirmou que a pistola e o revólver usados por Euler Fernando Grandolpho, o atirador responsável  pela tragédia que ocorreu na última terça-feira na Catedral Metropolitana de Campinas, vieram de origem legal.

As armas podem ter sido roubadas ou compradas de alguém que tinha posse legal, ou seja, a origem da arma é do mercado legal de armas.

A polícia agora quer saber quem ajudou Euler a adquirir os dois objetos fabricados para matar pessoas (o revólver e a pistola) de forma ilegal.

Segundo a polícia, elas estavam com as numerações de registros raspadas, pertenciam a algum colecionador ou atirador profissional que anteriormente as possuía dentro da lei. A raspagem para evitar que se descubra quem é o proprietário legal da arma.

Em depoimento, uma pessoa que se identificou como amigo de Euler disse que ele o havia procurado para tentar comprar um arma para se defender. Segundo o depoimento,  o pedido teria acontecido logo após Euler ter informado o colega sobre a morte da mãe.

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Segundo o depoente que não quis se identificar, ele conheceu Euler em uma oficina mecânica em 2007. “Era uma pessoa normal e confiável”, disse sobre o período em que conheceu.

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