24 de dezembro de 2017, 08h56

Armas estão entre os presentes de natal mais disputados nos EUA

“Dar uma arma de presente nos EUA é o equivalente dar um diamante”, diz um vendedor

“Dar uma arma de presente nos EUA é o equivalente dar um diamante”, diz um vendedor Da Redação* Os clientes da loja já sabem: para comprar armas em um revendedor oficial, é preciso passar por verificações de antecedentes. Desde o início deste sistema, em 2008, dezembro se tornou o mês mais movimentado nas lojas de armamento. Mark Warner, o representante de vendas da loja, diz que a razão é óbvia. “São os presentes de fim de ano.” Dar uma arma a alguém de presente de Natal pode parecer estranho para quem não nasceu nos Estados Unidos. “Aqui, é o equivalente...

“Dar uma arma de presente nos EUA é o equivalente dar um diamante”, diz um vendedor

Da Redação*

Os clientes da loja já sabem: para comprar armas em um revendedor oficial, é preciso passar por verificações de antecedentes. Desde o início deste sistema, em 2008, dezembro se tornou o mês mais movimentado nas lojas de armamento.

Mark Warner, o representante de vendas da loja, diz que a razão é óbvia. “São os presentes de fim de ano.”

Dar uma arma a alguém de presente de Natal pode parecer estranho para quem não nasceu nos Estados Unidos. “Aqui, é o equivalente a dar diamantes”, reage Mark.

“Tenho clientes que são marido e mulher. Ela ganha bolsas Louis Vuitton, ele ganha armas de fogo”, diz. “É assim que se presenteiam.”

Crianças

Patrick Hudgens, por exemplo, planeja comprar um fuzil de caça de Natal para seu filho de 16 anos.

Ele quer um fuzil 357 que custa US$ 525 (ou R$ 1730, aproximadamente). Se a compra se concretizar, esta será a “quarta ou quinta vez” em que presenteia o filho com armas no Natal ou aniversários.

Quando o filho tinha 6 anos, Patrick o ensinou a atirar com armas de pressão. Quando “aprendeu os princípios do uso seguro de armas”, a criança evoluiu para modelos mais poderosos.

“É como engatinhar, depois andar, depois correr”, diz o pai.

Agora ele “sempre vai atirar” com o filho para competir ou caçar. Para Patrick, esta é uma “clássica atividade de pais e filhos”.

“Isso significou crescer durante a minha infância, e na infância do meu pai, e do pai dele”, ele explica. “É uma tradição na nossa família. É divertido e agregador.”

É como uma tradição na família.

“Quando fiz 11 anos, minha primeira arma foi uma grande questão para o meu pai. Ele não queria me dar qualquer lixo – era algo que precisava se tornar uma herança, algo a transferir para meus filhos um dia.”

*Com informações do UOL