18 de outubro de 2018, 21h14

Artistas lançam manifesto do Rap Pela Democracia

"Não deixe que um candidato que foge de debates, propaga inverdades, difunde a intolerância e a divisão em nome de Deus, bloqueie a sua visão e o seu senso crítico (...) Votar 17 é compactuar com um retrocesso gigantesco", diz a carta assinada por rappers com Mano Brown, Emicida, Tássia Reis, Criolo e Marcelo D2

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Artistas brasileiros lançaram um manifesto e criaram o Rap Pela Democracia nesta quinta-feira (18). Em carta, artistas como Emicida, Mano Brown e Rashid afirmam que o estilo “é o grito do excluído, do oprimido, do marginal, do preto, do pobre, do contestador, do sonhador, de quem batalha todo dia e não perde a alegria de viver”.

Por isso, eles dizem que quem faz rap “tem que agir pelo certo, tem que saber o peso da sua fala, o peso da sua atitude”. Levando isso em conta, esses artistas pedem para que a população “ouça seu MC favorito, reflita e debata” nesse momento delicado da nossa democracia.

“Não deixe que um candidato que foge de debates, propaga inverdades, difunde a intolerância e a divisão em nome de Deus, bloqueie a sua visão e o seu senso crítico”, pede a carta. “Apoie quem defende a democracia, sempre”.

Além disso, o manifesto faz um pedido para que as pessoas não votem nulo ou em branco, por isso fortalecer o candidato Jair Bolsonaro (PSL). “Votar 17 então é compactuar com um retrocesso gigantesco na jovem democracia que existe no Brasil”, diz o texto.

Por fim, a carta diz: “Que o amor seja mais forte do que o ódio e o revanchismo. Não podemos aceitar nem mais um passo atrás. O rap é pra frente e sempre será”. Mais de 500 pessoas já assinaram o manifesto.

Além disso, os artistas fizeram um vídeo para divulgar a ação. Entre eles estão Tassia Reis, Criolo, Marcelo D2 e Dexter. Acesse o site do Rap Pela Democracia aqui.

Assista ao vídeo do manifesto: