18 de março de 2018, 14h38

Assessora de Marielle deixa o Rio de Janeiro para preservar sua segurança

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) admite que tem se sentido mais inseguro nos últimos dias e providenciou um reforço em sua equipe, que conta com nove policiais

“Estou tomando mais cuidado. Enquanto o caso não for desvendado, será assim. Estou muito abalado emocionalmente, mas também com receio”, revela Marcelo Freixo – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Sobrevivente do ataque que assassinou a amiga Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, a assessora da vereadora deixou o estado do Rio de Janeiro no fim desta semana para preservar sua segurança física. Ele continua sob cuidados psicológicos e atenção médica. “Ela está muito abalada, precisando de um cuidado especial”, revelam pessoas próximas. A informação é de Gustavo Cunha, do Extra. A assessora prestou depoimento por quase cinco horas na Delegacia...

“Estou tomando mais cuidado. Enquanto o caso não for desvendado, será assim. Estou muito abalado emocionalmente, mas também com receio”, revela Marcelo Freixo – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Sobrevivente do ataque que assassinou a amiga Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, a assessora da vereadora deixou o estado do Rio de Janeiro no fim desta semana para preservar sua segurança física. Ele continua sob cuidados psicológicos e atenção médica. “Ela está muito abalada, precisando de um cuidado especial”, revelam pessoas próximas. A informação é de Gustavo Cunha, do Extra.

A assessora prestou depoimento por quase cinco horas na Delegacia de Homicídios, na última quinta-feira (15). Ferida por estilhaços e única sobrevivente do crime, ela ressaltou aos policiais que não percebeu a perseguição dos criminosos e que a colega não recebia ameaças.

Entre aqueles que atuavam ao lado de Marielle na política, o clima é de apreensão. O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) admite que tem se sentido mais inseguro nos últimos dias. O parlamentar providenciou um reforço em sua equipe, que conta com nove policiais.

“Estou tomando mais cuidado. Enquanto o caso não for desvendado, será assim. Estou muito abalado emocionalmente, mas também com receio. O assassinato foi cometido por vingança, para que um recado fosse dado. Por isso, precisa ser esclarecido. Há um crime contra a democracia aí. Não queriam calar a Marielle. Queriam calar tudo o que ela representava. No momento, não tenho descrença nenhuma sobre as investigações. Ao contrário. Tenho plena confiança de que o crime será esclarecido”, contou Freixo.