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23 de novembro de 2017, 12h43

Associação Brasileira de Psiquiatria repudia cena de eletrochoque em novela da Globo

Para a ABP, a cena trouxe uma narrativa "estigmatizada e preconceituosa" sobre o uso da Eletroconvulsoterapia (ECT), indicada para tratamento de transtornos psiquiátricos graves, que não apresentem respostas aos medicamentos disponíveis e demais terapias.

Para a ABP, a cena trouxe uma narrativa “estigmatizada e preconceituosa” sobre o uso da Eletroconvulsoterapia (ECT), indicada para tratamento de transtornos psiquiátricos graves, que não apresentem respostas aos medicamentos disponíveis e demais terapias. Da Redação* A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) não gostou nada do que viu na novela “O Outro Lado do Paraíso”, da Rede Globo. A entidade divulgou uma nota de repúdio, depois de cenas veiculadas na terça-feira (21), nas quais Clara (Bianca Bin) foi internada pela ex-sogra Sophia (Marieta Severo), em um manicômio onde sofreu em uma máquina de eletrochoques. Para a ABP, a cena trouxe...

Para a ABP, a cena trouxe uma narrativa “estigmatizada e preconceituosa” sobre o uso da Eletroconvulsoterapia (ECT), indicada para tratamento de transtornos psiquiátricos graves, que não apresentem respostas aos medicamentos disponíveis e demais terapias.

Da Redação*

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) não gostou nada do que viu na novela “O Outro Lado do Paraíso”, da Rede Globo. A entidade divulgou uma nota de repúdio, depois de cenas veiculadas na terça-feira (21), nas quais Clara (Bianca Bin) foi internada pela ex-sogra Sophia (Marieta Severo), em um manicômio onde sofreu em uma máquina de eletrochoques.

Para a ABP, a cena trouxe uma narrativa “estigmatizada e preconceituosa” sobre o uso da ECT (Eletroconvulsoterapia). De acordo com a associação, o procedimento é seguro e indicado para o tratamento de transtornos psiquiátricos graves, que põem em risco a integridade do paciente. A ECT só é recomendada aos pacientes que não apresentem respostas aos medicamentos disponíveis e demais terapias.

A associação também explica que, diferentemente do apresentado na novela, a eletroconvulsão só é realizada em pacientes anestesiados, usando uma baixa corrente elétrica por cerca de 30 minutos. “A técnica é eficaz e segura e seu sucesso terapêutico é destacado por múltiplos estudos relacionados ao tema, publicados em periódicos de grande destaque científico”, diz a nota.

Veja também:  Chamado de “inimigo” por Bolsonaro, diretor da Globo é recebido pelo presidente em agenda oficial

*Com informações do UOL

Foto: Reprodução/Rede Globo

 

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