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07 de janeiro de 2015, 12h46

Ataque a redação de jornal mata 12 pessoas em Paris

O jornal satírico Charlie Hebdo se tornou conhecido em 2006, quando republicou charges do profeta Maomé e gerou polêmica em vários países muçulmanos Da Agência Brasil | Foto: Etienne Laurent/Agência Lusa Os homens encapuzados que atacaram nesta quarta-feira (7) a redação do jornal satírico francês Charlie Hebdo, em Paris, gritaram “vingamos o profeta”, segundo testemunhas citadas por uma fonte policial. Num vídeo do ataque, filmado por um dos ocupantes do edifício que se refugiou num telhado e divulgou no site da televisão pública France Télévisions, ouve-se uma voz de homem gritar “Allahu Akbar” (“Alá é grande”, em português) entre o som de vários disparos....

O jornal satírico Charlie Hebdo se tornou conhecido em 2006, quando republicou charges do profeta Maomé e gerou polêmica em vários países muçulmanos

Da Agência Brasil | Foto: Etienne Laurent/Agência Lusa

Os homens encapuzados que atacaram nesta quarta-feira (7) a redação do jornal satírico francês Charlie Hebdo, em Paris, gritaram “vingamos o profeta”, segundo testemunhas citadas por uma fonte policial.

Num vídeo do ataque, filmado por um dos ocupantes do edifício que se refugiou num telhado e divulgou no site da televisão pública France Télévisions, ouve-se uma voz de homem gritar “Allahu Akbar” (“Alá é grande”, em português) entre o som de vários disparos.

Segundo o mais recente balanço oficial, o ataque matou 12 pessoas.

Por volta das 11h30 (horário local), dois homens armados com um fuzil automático kalashnikov e um lança-foguetes entraram na sede do jornal satírico Charlie Hebdo, no 11º bairro de Paris. No local, ocorreu uma troca de tiros com as forças de segurança, relatou uma fonte próxima da investigação à agência France Presse.

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Ao fugirem do local, os dois atacantes feriram um policial a tiro. Em seguida, abordaram um motorista que transitava no local, tomaram o veículo e, na fuga, atropelaram uma pessoa.

O jornal Charlie Hebdo se tornou conhecido em 2006 quando decidiu republicar charges do profeta Maomé, inicialmente publicados no diário dinamarquês Jyllands-Posten e que provocaram forte polêmica em vários países muçulmanos.

Em 2011, a sede do semanário foi destruída num incêndio de origem criminosa depois da publicação de um número especial sobre a vitória do partido islamita Ennahda na Tunísia, no qual o profeta Maomé era o “redator principal”.

François Hollande qualifica ataque a jornal francês de “atentado terrorista”

O presidente francês, François Hollande, qualificou o ataque de hoje contra um jornal satírico francês de “atentado terrorista” de “extrema barbárie” e divulgou um balanço de 12 mortos e quatro feridos em estado crítico.

Hollande, que falava no local do ataque, lamentou as mortes e disse que “quatro pessoas lutam pela vida” e apelou à “unidade nacional” ante ao “ato terrorista de extrema barbárie”.

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O presidente afirmou que a França “sabia que estava sob ameaça, como outros países do mundo”, e que nas últimas semanas as autoridades desmontaram planos de ataques terroristas no país.

Segundo Hollande, essas ameaças existem porque a França é “um país de liberdade”, acrescentando que “ninguém pode pensar que pode agir na França contra os valores da República”.

O presidente francês convocou uma reunião de crise para as 15h (horário local). O gabinete do primeiro-ministro, Manuel Valls, anunciou que o nível de alerta na região de Paris foi elevado para o máximo, designado “alerta de atentado”.

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