08 de novembro de 2018, 18h08

Atirador que matou 12 pessoas em bar nos EUA comprou arma legalmente

A pistola calibre 45 utilizada no ataque no bar Borderline Bar & Grill, em Thousand Oaks, um bairro do subúrbio de Los Angeles (Califórnia), foi comprada em uma loja pelo suspeito identificado como David Ian Long

(Foto: Reprodução/OnseneTV)

A pistola Glock 21, calibre 45, utilizada no ataque no bar Borderline Bar & Grill, em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde ocorria uma festa universitária, foi comprada legalmente em uma loja. O suspeito identificado como o autor dos disparos é Ian David Long, de 28 anos, um ex-oficial do corpo de fuzileiros navais, que serviu no Afeganistão. Com a arma, ele matou 12 pessoas e se matou em seguida, segundo a polícia. Testemunhas dizem que foram feitos ao menos 30 disparos.

A posse de arma nos Estados Unidos é garantida pela Segunda Emenda da Constituição, de 1791, e varia de estado para estado, mas no geral, todo cidadão norte-americano pode adquirir uma em lojas físicas e on line. Basta não ter antecedentes criminais, no entanto, em estados como Virgínia e Nevada, a negociação direta entre cidadãos é permitida por lei.

No Brasil, o presidente eleito Jair Bolsonaro defende a ampliação do acesso a armas de fogo para toda a população, para que se autodefenda. “Caminhoneiro armado reagir a alguém que estiver furtando ou roubando o seu estepe, ele vai dar o exemplo para a bandidagem. Seguinte: atirou, o elemento está abatido, em legítima defesa. Ele vai responder, mas não tem punição. Isso vai diminuir a violência no Brasil com toda certeza”, disse o presidente.

Nos EUA, relatório da ONG Violence Policy Center aponta que para cada criminoso morto por um civil em autodefesa, ocorrem outras 34 mortes com arma de fogo, 78 suicídios e duas mortes por disparo acidental.

O ataque no bar nesta quarta-feira (7) foi mais um exemplo de mortes de inocentes. “Até quando faremos de conta que o descontrole no porte de armas não tem nada a ver com casos terríveis como este? Os jovens que dançavam no bar da Califórnia nem poderiam imaginar quem era Ian Long, mas perderam as vidas e suas famílias foram destruídas”, afirmou o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ).

“Atirador deixou pelo menos 12 pessoas mortas em bar na Califórnia. Um exemplo claro, como muitos outros que acontecem nos EUA, de que a liberação do porte de armas não resolve o problema da violência, pelo contrário, só o agrava. Infelizmente, caminhamos para o mesmo lugar”, destacou Chico D’Angelo, deputado federal (PDT-RJ).