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18 de agosto de 2017, 08h47

Atletas “fantasmas” eram usados para desviar verba do Ministério do Esporte

Em 2012, grupo conseguiu forjar criação de 25 atletas inexistentes, diz investigação. Fraude teria movimentado pelo menos R$ 810 mil.

Em 2012, grupo conseguiu forjar criação de 25 atletas inexistentes, diz investigação. Fraude teria movimentado pelo menos R$ 810 mil. Da Redação* O Bolsa Atleta está sendo alvo de investigações por parte da Polícia Federal. A suspeita é que uma quadrilha promovia um golpe, inserindo dados de atletas “fantasmas” nos sistemas do Ministério do Esporte. O objetivo era desviar recursos do programa. Ao todo, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão e seis mandados de condução coercitiva – quando a pessoa é levada para depor – nesta sexta-feira (18). As determinações judiciais são da 10ª Vara da Justiça Federal...

Em 2012, grupo conseguiu forjar criação de 25 atletas inexistentes, diz investigação. Fraude teria movimentado pelo menos R$ 810 mil.

Da Redação*

O Bolsa Atleta está sendo alvo de investigações por parte da Polícia Federal. A suspeita é que uma quadrilha promovia um golpe, inserindo dados de atletas “fantasmas” nos sistemas do Ministério do Esporte. O objetivo era desviar recursos do programa. Ao todo, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão e seis mandados de condução coercitiva – quando a pessoa é levada para depor – nesta sexta-feira (18). As determinações judiciais são da 10ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal.

De acordo com a PF, durante o ano de 2012, o grupo conseguiu criar 25 atletas fantasmas, “inclusive de alto rendimento e nível olímpico”. A fraude teria movimentado R$ 810 mil à época – que ultrapassam R$ 1 milhão em valores atuais. A operação é chamada de “Havana”. Isso porque o homem apontado como líder e outros membros do grupo são brasileiros nascidos em Cuba. A polícia não informou o nome dos investigados nem o cargo deles, mas afirmou que não há indício de participação de mais pessoas, além dos seis investigados.

Questionada, a PF também não explicou como funcionava a insersão das informações falsas no sistema. A corporação informou apenas que o desvio do dinheiro era articulado por um servidor terceirizado do ministério. Criado em 2005, o Bolsa Atleta é um programa do governo federal que financia atletas para que se dediquem ao esporte. Os auxílios vão de R$ 370 a R$ 15 mil mensais e são pagos por meio da Caixa. O orçamento para o programa neste ano é de R$ 125,79 milhões.

*Com informações do G1

Foto: José Cruz/Agência Brasil

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