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15 de abril de 2019, 12h20

Ato no Consulado Britânico em São Paulo defende a liberdade de Julian Assange

Ativistas farão o protesto na próxima quarta-feira (17), ao meio-dia. "Julian Assange não está sendo preso por desinformar, mas por trazer a verdade onde ela não é bem-vinda", afirma o professor da UFABC Sergio Amadeu

(Foto: Reprodução)
Um ato em frente ao Consulado Britânico em São Paulo nesta quarta-feira (17), ao meio-dia, vai pedir a liberdade de Julian Assange, preso na última quinta-feira (11) na embaixada do Equador, em Londres, onde estava asilado desde 2012. “É preciso mostrar aos ingleses e ao mundo inteiro que não vamos abandonar o Assange”, diz o professor da Universidade Federal do ABC Sergio Amadeu da Silveira, um dos organizadores do protesto. “É hora de todos nós que defendemos a liberdade, defendermos o Assange. Os documentos que ele revelou permitiram esclarecer uma série de mentiras que eram ditas. Julian Assange não está sendo...

Um ato em frente ao Consulado Britânico em São Paulo nesta quarta-feira (17), ao meio-dia, vai pedir a liberdade de Julian Assange, preso na última quinta-feira (11) na embaixada do Equador, em Londres, onde estava asilado desde 2012.

“É preciso mostrar aos ingleses e ao mundo inteiro que não vamos abandonar o Assange”, diz o professor da Universidade Federal do ABC Sergio Amadeu da Silveira, um dos organizadores do protesto. “É hora de todos nós que defendemos a liberdade, defendermos o Assange. Os documentos que ele revelou permitiram esclarecer uma série de mentiras que eram ditas. Julian Assange não está sendo preso por desinformar, mas por trazer a verdade onde ela não é bem-vinda”, afirma.

A maior preocupação do WikiLeaks e dos ativistas pela liberdade é que Assange seja extraditado para o Estados Unidos. Segundo o editor-chefe do WikiLeaks, o jornalista islandês Kristinn Hrafnsson, se for extraditado, Asange poderá “enfrentar muitos anos na prisão por ter publicado documentos que revelaram crimes de guerra cometidos pelos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão”.

À Agência Pública, Hrafnsson disse que a acusação dos Estados Unidos – de que Assange teria conspirado com Chelsea Manning para obter documentos do governo americano – é uma questão de liberdade de imprensa. “Se eles levarem adiante essa acusação, significa que nenhum publisher, nenhum editor, nenhum jornalista está a salvo em lugar nenhum do mundo.”

 

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