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12 de junho de 2017, 10h10

Aumenta a exploração do trabalho infantil entre mais jovens

Em dia mundial de combate ao trabalho infantil, Brasil não tem o que comemorar. Pelos dados do IBGE, há 80 mil crianças de 5 a 9 anos trabalhando e números vêm piorando   Por Redação*                                                       Foto: Clarice Castro/GERJ Segundo o IBGE, desde 2013 vêm aumentando os casos de trabalho infantil entre crianças de 5 a 9 anos. Em 2015, com dados da última pesquisa disponível, quase 80 mil crianças dessa nessa idade estavam...

Em dia mundial de combate ao trabalho infantil, Brasil não tem o que comemorar. Pelos dados do IBGE, há 80 mil crianças de 5 a 9 anos trabalhando e números vêm piorando

 

Por Redação*                                                       Foto: Clarice Castro/GERJ

Segundo o IBGE, desde 2013 vêm aumentando os casos de trabalho infantil entre crianças de 5 a 9 anos. Em 2015, com dados da última pesquisa disponível, quase 80 mil crianças dessa nessa idade estavam no mercado de trabalho. Cerca de 60% em áreas rurais das regiões Norte e Nordeste, principalmente em semáforos, lixões, feiras, no campo etc. Na faixa ampliada, entre 5 e 17 anos, os números vêm caindo, mas com a atual crise econômica há a expectativa de que volte a subir.

“É inaceitável que crianças de 5 a 9 anos estejam trabalhando. A expressiva maioria delas trabalha com as próprias famílias no cultivo de hortaliças, cultivo de milho, criação de aves e pecuária. São recortes que conhecidos e analisados obrigatoriamente devem subsidiar decisões políticas ou implementação de ações e programas que deem uma resposta a essa grave situação.”, disse Isa Oliveira, socióloga e secretária-executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fnpeti)”, em declaração publicada pela Agência Brasil.

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O Brasil também está longe de cumprir a meta firmada junto à Organização Internacional do Trabalho. OIT, de eliminar todas as piores formas de trabalho infantil o ano passado. Entre elas, estão a escravidão, o tráfico de entorpecentes, o trabalho doméstico e o crime de exploração sexual, que, no caso dos dois últimos, vitimam principalmente meninas negras.

“A nossa proposta nesse 12 de junho é questionar o governo sobre o não cumprimento da meta e que essa avaliação do não cumprimento nos dê subsídios para uma tomada de decisão no sentido de reafirmar o compromisso pela prevenção e eliminação do trabalho infantil. O Brasil tem esse compromisso. A proibição do trabalho infantil está na legislação brasileira, em particular na Constituição Federal, disse declarou Isa Oliveira.

Com informações da Agência Brasil

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