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25 de Maio de 2018, 21h17

Banco de sócio de Parente teria recebido R$2 bilhões de Petrobras

Pedro Parente, presidente da Petrobras que tem ganhado destaque na mídia por conta da crise gerada com o aumento do preço dos combustíveis, teria como sócio o dono de um banco que recebeu R$2 bilhões da estatal

Foto: José Cruz/Agência Brasil

A revista eletrônica Crusoé, publicação de Diogo Mainardi e Mário Sabino – os mesmos que editam o site O Antagonista – veiculou uma reportagem, nesta sexta-feira (25), sobre um suposto empréstimo de R$2 bilhões que a Petrobras teria feito ao banco JP Morgan no Brasil, que tem como presidente José Bereguer. De acordo com a reportagem, Berenguer e Pedro Parente, o atual presidente da Petrobras, são sócios.

“Um cruzamento de pessoas jurídicas mostra que, na prática, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, é sócio do presidente da JP Morgan no Brasil, José Berenguer”, diz o texto da matéria.

Parente foi nomeado como presidente da Petrobras por Michel Temer logo após o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff em 2016. Sua indicação foi uma proposta do empresário Abilio Diniz que, assim como Parente, compõe o conselho de administração da BRF, gigante do setor de alimentos. Quanto ao cargo que exerce como presidente da Petrobras e membro do conselho da BRF, Parente diz não haver conflito de interesses.

A reportagem da Crusoé destaca ainda mais polêmicas envolvendo o nome de Parente. Ele é dono da Prada Ltda., empresa especializada em gestão financeira de famílias milionárias e tem como sócia sua esposa, que já trabalhou no banco JP Morgan, aquele beneficiado com um empréstimo milionário da Petrobras. Antes de Parente ser presidente da Petrobras, a Prada tinha uma carta de 20 famílias como clientes. Depois que Parente assumiu o cargo na estatal, o número de clientes da Prada teria aumentado consideravelmente.

Leia a íntegra da reportagem aqui.

*Com informações da Crusoé