29 de junho de 2018, 13h36

Barroso autoriza PF a seguir com inquérito sobre Temer mesmo durante recesso

Polícia Federal havia pedido mais 60 dias para concluir o inquérito, cujo prazo vencia no início de julho

O relator do inquérito que investiga Michel Temer no caso dos portos, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribuna Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) prossiga com a apuração até uma decisão a respeito do pedido de prorrogação do prazo. Na quinta-feira (28), a PF havia pedido para ampliar o prazo, que inicialmente terminaria no início de julho, em mais 60 dias. A justificativa é que ainda não foi possível concluir a apuração, segundo reportagem de Mariana Oliveira, do G1.

Barroso informou que, devido ao recesso do Judiciário, que começa na próxima semana e só termina no final de julho, o delegado responsável foi autorizado a prosseguir com as investigações. Na decisão desta sexta (29), o ministro do STF pediu um parecer da Procuradoria Geral da República sobre o assunto. “Sem prejuízo, considerada a véspera do recesso e o conteúdo da peça em que formulado o pedido, autorizo o Ilmo. Sr. Delegado de Polícia Federal, Dr. Cleyber Malta Lopes, a prosseguir com as diligências de investigação […] até que venha aos autos a manifestação da Procuradoria-Geral da República”, escreveu o ministro.

Barroso estabeleceu ainda que nenhum superior poderá retirar o delegado Cleyber Malta Lopes do caso sem justificativas, como prevê a lei que trata de investigação criminal por delegados. A investigação apura se um decreto editado por Temer tinha por objetivo beneficiar empresas específicas que atuam no Porto de Santos (SP).