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04 de abril de 2018, 17h55

Barroso cita casos de pessoas que usaram recursos para escapar da prisão, mas esquece Aécio e Azeredo

O Tribunal de Justiça (TJMG) marcou somente para o próximo dia 24 de abril os recursos impetrados por Azeredo, ou seja, 11 anos após ele ter sido denunciado, em 2007

Na justificativa do voto contrário ao HC do ex-presidente Lula, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, citou vários casos de pessoas que escaparam da prisão, usando recursos protelatórios permitidos pela Justiça. Barroso lembrou o jornalista Pimenta Neves, que matou a namorada; o ex-senador Luis Estevão, que desviou R$ 169 milhões; e até mesmo o caso do ex-jogador Edmundo, condenado por homicídio culposo, em um acidente em que morreram três pessoas, e que até agora não teve seu caso concluído. No entanto, o ministro só não citou oss processo envolvendo o senador Aécio Neves (PSDB) e o...

Na justificativa do voto contrário ao HC do ex-presidente Lula, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, citou vários casos de pessoas que escaparam da prisão, usando recursos protelatórios permitidos pela Justiça. Barroso lembrou o jornalista Pimenta Neves, que matou a namorada; o ex-senador Luis Estevão, que desviou R$ 169 milhões; e até mesmo o caso do ex-jogador Edmundo, condenado por homicídio culposo, em um acidente em que morreram três pessoas, e que até agora não teve seu caso concluído.

No entanto, o ministro só não citou oss processo envolvendo o senador Aécio Neves (PSDB) e o ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB), este último rodando desde 2005, sem solução. O Tribunal de Justiça (TJMG) marcou somente para o próximo dia 24 de abril os recursos impetrados pelo tucano no chamado processo do “mensalão mineiro”, no qual ele foi condenado a 20,1 anos de prisão. Julgamento, cuja pena está em vias de prescrição, acontece 11 anos após ele ter sido denunciado, em 2007.

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