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25 de julho de 2018, 14h04

Bastidores do Profissão Repórter sobre fake news que Globo escondeu

Repórter Estevan Muniz entrevista Carlos Afonso, administrador do site Ceticismo Político, um dos maiores disseminadores de notícias falsas no Brasil, que apontou várias fake news praticadas pela emissora

O programa Profissão Repórter, liderado pelo jornalista Caco Barcellos, da Rede Globo, apresentou, no último dia 19, um episódio sobre fake news. O trabalho investigativo dos repórteres abordou casos graves de informações falsas, divulgadas nas redes sociais. Um deles sobre o site de direita: Ceticismo Político, administrado por um homem chamado Carlos Afonso, que assina com o pseudônimo de Luciano Ayan, um dos maiores divulgadores de notícias falsas do Brasil, que espalhou uma série de mentiras a respeito da vereadora Marielle Franco, assassinada a tiros em um crime ainda sem solução. A equipe do programa conseguiu entrevistar Afonso. Em certo trecho, que não...

O programa Profissão Repórter, liderado pelo jornalista Caco Barcellos, da Rede Globo, apresentou, no último dia 19, um episódio sobre fake news. O trabalho investigativo dos repórteres abordou casos graves de informações falsas, divulgadas nas redes sociais. Um deles sobre o site de direita: Ceticismo Político, administrado por um homem chamado Carlos Afonso, que assina com o pseudônimo de Luciano Ayan, um dos maiores divulgadores de notícias falsas do Brasil, que espalhou uma série de mentiras a respeito da vereadora Marielle Franco, assassinada a tiros em um crime ainda sem solução.

A equipe do programa conseguiu entrevistar Afonso. Em certo trecho, que não foi ao ar, mas acabou divulgado em sites da extrema-direita, como do MBL, Afonso disparou contra a própria Globo, acusando a emissora de cometer os mesmos delitos. Em tom agressivo contra o repórter Estevan Muniz, Afonso mostrou folhas com cópias de matérias contendo erros jornalísticos da imprensa comercial e até mesmo notícias falsas.

O primeiro ataque foi contra o jornalista Ricardo Noblat. “Esse é da tua empresa”, afirmou ao repórter. “Ele disse: ‘Temer decidiu renunciar’. Isso no dia 18 de maio de 2017. Ele está lá até hoje. Isso aqui é minha prova. Isso é notícia falsa. ‘Temer decidiu renunciar’. Escrito pelo Noblat. Isso é mentira. Agora 17 de junho. ‘Dono da JBS grava Temer dando aval para a compra de silêncio de Cunha’. Por que o Lauro Jardim (jornalista de O Globo) revelou o áudio apenas horas depois? Por que essa informação não estava no áudio. Vocês quebraram a economia”, disse, ao tentar mostrar que o áudio em que Michel Temer conversa com Joesley Batista na frase dita sobre Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados (“Tem que manter isso aí, viu?”), na verdade não revelava nada.

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Afonso defendeu Jair Bolsonaro (RJ). Em matéria, Lauro Jardim afirma que Bolsonaro teria dito que daria um prazo de seis horas para que os bandidos da Rocinha, no Rio de Janeiro, se entregassem. Findo este tempo, ele metralharia a Rocinha toda. Segundo o disseminador de fake news, trata-se de mentira. Bolsonaro não teria dito isso e a prova é que o jornalista da Globo não teria mostrado o áudio.

Com informações da RBA

 

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