Blog do Rovai

08 de dezembro de 2018, 13h58

Haddad venceria eleição se dados do Coaf vazassem quando Bolsonaro ficou sabendo deles

Agora, seu governo já começa manco, porque foi atingido no coração do seu sistema, o discurso do combate à corrupção

Foto: Reprodução

Os dados vazados do relatório do Coaf podiam ter mudado o resultado das eleições presidenciais se divulgados na data que o presidente eleito e seu filho provavelmente tiveram acesso a eles.

A data é 15 de outubro. Ou alguns dias antes. Foi neste dia, a menos de duas semanas para a eleição do segundo turno, que o motorista Fabrício de Queiroz se desligou do gabinete de Flávio Bolsonaro. E na mesma data, a filha de Fabrício, Nathalia Queiroz, deixou o gabinete de Jair Bolsonaro, onde foi nomeada em dezembro de 2016 para atuar como secretária parlamentar.

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Ao lado do nome de Nathalia, no relatório do Coaf, está anotado o valor de 84 mil reais.

No dia 15 de outubro a campanha de Haddad começava a reagir. Se o fato tivesse vindo à tona, provavelmente Bolsonaro cairia nas pesquisas e teria de encarar o petista ao menos no debate da Globo.

Bolsonaro passou os últimos dias de campanha sabendo que essa bomba poderia estourar, mas como era o candidato do “Partido da Justiça”, conseguiu passar incólume.

Agora, seu governo já começa manco, porque foi atingido no coração do seu sistema, o discurso do combate à corrupção. Mas isso certamente interessa a muita gente que hoje divide o governo com ele. Mas que vai tentar lhe passar a perna ali adiante.

O fato objetivo é que se a eleição não tivesse sido uma continuidade do golpe, Lula teria sido eleito presidente. Ou no limite, Haddad. Pois com essa história na mídia Bolsonaro seria atropelado na reta final.

Mas não vai ficar por aí. O rabo de palha é grande e outras coisas surgirão.

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