Blog do Rovai

02 de agosto de 2011, 19h27

O câmbio e os urubus que têm penas no bico

A oposição e o PIG não cansam de ficar prevendo o fim do mundo ali na esquina. É uma coisa de doido.

Desde que Lula assumiu a presidência em 2003, uma assombração nova desponta no horizonte de seis em seis meses.

E ela sempre tem relação com a inépcia dessa “gentalha” ligada ao PT e ao atual governo, que só sabe fazer barulho. Mas administrar que é bom, necas.

Agora, nossos iluminados comentaristas econômicos e seus analistas amestrados do mercado decidiram que o problema não é mais a inflação.

Neste segundo semestre de 2011, o demônio da vez é o câmbio.

Esse maldito câmbio que está colocando em risco a atividade industrial e que só está do jeito que está porque os imbecis do governo não sabem o que fazer.

Mas se o governo vier a fazer algo, se vier a colocar uma trava nesse danado do dólar,  esses geniais comentaristas vão comemorar, certo?

Claro que não. Errado.

Eles vão reclamar de intervencionismo. Vão dizer que o governo está estatizando o mercado.

O ministro Guido Mantega falou em guerra cambial e tem toda a razão.

O fato é que a crise na Europa e nos EUA transformou o mundo num grande brasilzão da época dos tucanos.

A lógica que prevalecia naquele Brasil tucanado era: “em casa onde falta pão, todos brigam e ninguém tem razão”.

Muito parecida com a lógica do mundo de hoje.

Só que a “guerra” daqui era entre estados e tributária.

Para atrair empreendimentos, os governadores ofereciam de tudo.

O caso simbólico daqueles anos foi o da Ford, que chegou a anunciar sua ida para o Rio Grande do Sul, mas acabou na Bahia, atraída pelos “acarajés” de ACM.

Os ditos países de primeiro mundo vão fazer de tudo para conseguir vender fora de seu território aquilo que o mercado interno não conseguir consumir. Eles vão querer exportar o máximo.

E para isso precisam de câmbio baixo.

Isso é um problema para o Brasil?

Evidente.

O anúncio de desoneração de hoje vai resolver nosso drama?

Não. Mas é um sinal de que o governo está atento ao que está acontecendo.

Como estava em 2009, quando Lula falava que o efeito da Tsunami do lado de lá, iria produzir uma marolinha pelas bandas de cá.

E mesmo tendo crescimento zero naquele ano, o país embicou 7,5% em 2010.

É líquido e certo que o governo vai ter de tomar medidas para que a economia brasileira não seja tragada pela sacanagem do primeiro mundo.

Mas essa queda do dólar não é culpa do Mantega, nem da Dilma e muito menos dessa massa pouco cheirosa filiada ao PT e que anda por aí fazendo estrago na máquina pública.

De qualquer forma, amigo leitor, prepare o fígado.

Porque esse tal de câmbio ainda vai ser usado algumas centenas de vezes neste semestre como artifício para desancar o governo.

Esse povo adora urubuzar o país.

Talvez seja por isso que outro dia ouvi um repentista dizendo: “urubu tem pena no pé, porque no bico, tucano não quer.”