Blog do Rovai

11 de dezembro de 2018, 08h47

O esquema de enriquecimento dos Bolsonaros é muito simples

Não é nada difícil comprovar a operação. Ao contrário, é barbada. Se o sigilo do tal Queiroz for quebrado vai se descobrir quem depositava o dinheiro para ele

Hoje, o Jornal O Globo traz a foto da fachada da casa da família Queiroz, cujos membros, até 15 de outubro, trabalhavam nos gabinetes da família Bolsonaro. Típica casa classe C, que não corresponde à movimentação de recursos do patriarca.

Hoje, a Folha traz uma reportagem que mostra o modus operandi dos depósitos e saques do tal Queiroz. Tudo simples. Conforme alguém depositava um valor x na sua conta, ele sacava praticamente o mesmo valor. Que certamente era entregue em espécie para outrem.

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Desde o primeiro dia em que a denúncia surgiu que o blogueiro e outros jornalistas já apontavam para o fato de que Queiroz era apenas um laranja da família. Que o dinheiro não era dele. O que está ficando cada dia mais claro.

Essa história de garfar ou dividir o salário de funcionários dos gabinetes não é nova. Ao contrário, é prática comum entre, principalmente, os parlamentares de baixo clero.

Os mais honestos, pegam uma parte do dinheiro para contratar mais funcionários e honrar compromissos do próprio gabinete que não podem ser pagos com a verba a ele destinado. Os safados, botam a grana no bolso. E enriquecem. Que é o que os dados divulgados de IR da família Bolsonaro parecem indicar.

Não é nada difícil comprovar a operação. Ao contrário, é barbada. Se o sigilo do tal Queiroz for quebrado vai se descobrir quem depositava o dinheiro para ele. Aliás, talvez uma boa conversa com todos os assessores dos gabinetes da família já resolva isso. Alguns certamente abrirão o bico.

Bolsonaro se meteu de cabeça no caso ao dizer que o dinheiro depositado para a sua mulher foi um empréstimo. E não tem mais moral alguma para falar de corrupção.

Seu destino pode ser o de Collor, a quem ele homenageou ontem, e de Jânio. Ter uma passagem rápida e vergonhosa pela presidência.

É o destino que a história costuma reservar aos moralistas sem moral. Que o diga Aécio, que nem na presidência chegou, mas que viveu hoje mais um episódio desta sina que persegue os canalhas políticos que fazem qualquer coisa para chegar ao poder.

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