Blog do Rovai

16 de abril de 2016, 14h50

O que é o movimento neném: Nem Cunha e nem Dilma

O movimento neném pode derrubar o movimento Cunha-Temer. E se isso vier a acontecer, o grande nome é Aliel Machado (Rede-PR).

Na Venezuela de Chávez havia um movimento na sociedade que se chamava nini. Eram aqueles que se diziam nem Chávez e nem oposição. Em Espanhol: ni Chávez, ni oposicion.

Nesta votação do impeachment de Dilma, que se transformou de forma absurda numa eleição indireta, quando deveria ser apenas uma análise de se Dilma cometeu crime de responsabilidade ou não, de repente começou a se construir um grupo de parlamentares que estão decepcionados com o governo, mas que não querem se ver no barco de Cunha e Temer.

Esses deputados estão enojados com o que estão vendo na Câmara.

O jogo da dupla Cunha e Temer tem poder para atrair aqueles que gostam das negociatas, mas ao mesmo tempo assusta os que se elegeram sem grandes esquemas.

Esse grupo considera que o governo Dilma cometeu graves erros, mas não está se sentindo à vontade para ser tratado como golpista num futuro próximo.

Esse grupo ainda não se constituiu de fato, mas já há uns 20 deputados conversando a respeito de construir um voto crítico contra o impeachment.

Veja também:  Bolsonaro admite que quer armar a população para defender seu governo e impedir golpe

Esse movimento assusta o grupo Temer e Cunha, porque tira votos da cesta que tornaria Temer presidente e Cunha vice.

O movimento neném pode derrubar o movimento Cunha-Temer. E se isso vier a acontecer, o grande nome é Aliel Machado (Rede-PR). Deputado eleito pelo PCdoB, ele é o mais jovem da Câmara e denunciou o esquema e as ameaças de Cunha e rompeu com o grupo pró-impechment.

Aliel, quem diria, se tornou um dos grandes nome deste processo de impeachment.

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