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27 de julho de 2017, 08h43

Bendine, ex-BB e Petrobras, é preso pela PF acusado de receber propina da Odebrecht

 Nomeado presidente do BB em 2009 e da Petrobras em 2015, Aldemir Bendine sempre se posicionou com um executivo de carreira e “homem do mercado” e foi considerado por veículos de imprensa como um dos “brasileiros mais importantes” Por Redação*     Foto: Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, preso hoje em nova fase da Operação Lava Jato pela acusação de pedir propina à construtora Odebrecht, era um dos chamados “homens do mercado” nos governo petistas. Funcionário de carreira do BB, foi diretor e presidente da instituição muito por influência de...

 Nomeado presidente do BB em 2009 e da Petrobras em 2015, Aldemir Bendine sempre se posicionou com um executivo de carreira e “homem do mercado” e foi considerado por veículos de imprensa como um dos “brasileiros mais importantes”

Por Redação*     Foto: Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil

Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, preso hoje em nova fase da Operação Lava Jato pela acusação de pedir propina à construtora Odebrecht, era um dos chamados “homens do mercado” nos governo petistas. Funcionário de carreira do BB, foi diretor e presidente da instituição muito por influência de grupos ligados à burocracia do banco, que tentavam (e conseguiram) impedir que alguém com visão de esquerda assumisse a instituição.

No cargo no BB, segundo acusação divulgada hoje pelo Ministério Público Federal, teria pedido propina à Odebrecht AgroIndustrial para liberar empréstimo. “Numa primeira oportunidade, um pedido de propina no valor de R$ 17 milhões realizado por Aldemir Bedine à época em que era presidente do Banco do Brasil, para viabilizar a rolagem de dívida de um financiamento da Odebrecht AgroIndustrial. Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, executivos da Odebrecht que celebraram acordo de colaboração premiada com o Ministério Público, teriam negado o pedido de solicitação de propina porque entenderam que Bendine não tinha capacidade de influenciar no contrato de financiamento do Banco do Brasil”, diz nota do MP.

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 Na Petrobras, entrou no lugar de Graça Foster, após os escândalos da Lava Jato virem à tona, novamente porque era considerado um “homem de mercado” para recuperar a credibilidade da empresa. E teria novamente pedido propina. Segundo o MP, “há provas apontando que, na véspera de assumir a presidência da Petrobras, o que ocorreu em 6 de fevereiro de 2015, Aldemir Bendine e um de seus operadores financeiros novamente solicitaram propina a Marcelo Odebrecht e Fernando Reis. Desta vez, as indicações são de que o pedido foi feito para que o grupo empresarial Odebrecht não fosse prejudicado na Petrobras, inclusive em relação às consequências da Operação Lava Jato.”

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