11 de fevereiro de 2019, 08h35

Beto Richa vira réu por organização criminosa e corrupção passiva

Os procuradores dizem que a propina paga em troca dos benefícios foi estimada em pelo menos R$ 35 milhões.

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de corrupção passiva e pertencimento a organização criminosa em um esquema de propina em contratos de concessão de pedágio, tornou-se réu. A denúncia, no âmbito da Operação Integração, foi aceita pela Justiça Federal do Paraná neste domingo (10). Além do ex-governador do Paraná, outras nove pessoas também viraram rés pelos mesmos crimes. Segundo o MPF, teriam sido desviados R$ 8,4 bilhões por meio do aumento de tarifas de pedágio do Anel de Integração e de obras rodoviárias não executadas. Os procuradores dizem ainda que a propina paga...

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de corrupção passiva e pertencimento a organização criminosa em um esquema de propina em contratos de concessão de pedágio, tornou-se réu. A denúncia, no âmbito da Operação Integração, foi aceita pela Justiça Federal do Paraná neste domingo (10).

Além do ex-governador do Paraná, outras nove pessoas também viraram rés pelos mesmos crimes. Segundo o MPF, teriam sido desviados R$ 8,4 bilhões por meio do aumento de tarifas de pedágio do Anel de Integração e de obras rodoviárias não executadas. Os procuradores dizem ainda que a propina paga em troca dos benefícios foi estimada em pelo menos R$ 35 milhões.

O nome de Richa está envolvido em outras denúncias também. Ele chegou a ser preso no dia 25 de janeiro, na 58ª fase da Operação Lava Jato, mas foi solto por decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha.

O tucano também é réu na Operação Rádio Patrulha, que investiga denúncias de propina em licitações no programa “Patrulha do Campo”.

Até o fechamento desta matéria, o ex-governador não havia se manifestado.

Com informações do G1.