27 de fevereiro de 2019, 21h06

Bloco Basta de Genocídio promove ato contra ação racista de shopping Higienópolis

Estabelecimento pediu à Justiça que sua equipe de segurança pudesse apreender crianças e adolescentes em situação de rua desacompanhados e os encaminhassem à Polícia Militar

Protesto no shopping Pátio Higienópolis - Foto: Reprodução/Instagram Belchior
O Bloco Basta de Genocídio, composto por militantes e ativistas de entidades de defesa dos direitos humanos, organizou um protesto, na noite desta quarta-feira (27), contra o verdadeiro genocídio da juventude negra e da periferia. O evento teve início por volta das 18 horas, no Largo Santa Cecília, em São Paulo, e foi em direção do shopping Pátio Higienópolis. O estabelecimento fez recentemente um pedido à Justiça para que sua equipe de segurança tivesse permissão para apreender crianças e adolescentes em situação de rua, que estivessem desacompanhados de responsáveis, e, assim, os encaminhassem à Polícia Militar. Entretanto, a juíza Mônica Gonzaga...

O Bloco Basta de Genocídio, composto por militantes e ativistas de entidades de defesa dos direitos humanos, organizou um protesto, na noite desta quarta-feira (27), contra o verdadeiro genocídio da juventude negra e da periferia. O evento teve início por volta das 18 horas, no Largo Santa Cecília, em São Paulo, e foi em direção do shopping Pátio Higienópolis.

O estabelecimento fez recentemente um pedido à Justiça para que sua equipe de segurança tivesse permissão para apreender crianças e adolescentes em situação de rua, que estivessem desacompanhados de responsáveis, e, assim, os encaminhassem à Polícia Militar.

Entretanto, a juíza Mônica Gonzaga Arnoni, da 1ª Vara da Infância e da Juventude da cidade, negou a solicitação.

Justificativa

O shopping tentou justificar o pedido dizendo que estava “enfrentado verdadeiro êxodo de crianças e adolescentes em situação de rua, desacompanhados de responsáveis legais, praticando atos em suas dependências que demandam a intervenção do corpo de segurança local”.

A juíza, contudo, analisou que a motivação verdadeira para o pedido foi uma tentativa de higienização social. Ela destacou que Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) já prevê punição a menores de idade que cometem infrações. Além disso, ressaltou que “caminhar em sentido contrário em escadas rolantes ou até mesmo pedir dinheiro aos frequentadores” são situações de quebras de decoros, e não crimes.

Participam do ato grupos como o Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua (MNMMR), Sindicato dos Psicólogos, Fórum de Criança e Adolescente, Rede de Proteção e Resistência Contra o Genocídio, Movimento Negro Unificado, Uneafro Brasil, entre ouyros.

O shopping divulgou uma nota na sexta-feira (22), na qual “lamenta o ocorrido e pede sinceras desculpas por gerar qualquer tipo de interpretação contrária à intenção de proteger os menores desacompanhados”.

Com informações do blog Negro Belchior

 

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@patiohigienopolis racista ocupado agora!

Uma publicação compartilhada por Douglas Belchior (@negrobelchior) em

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