Renato Rovai

Blog do Rovai

Coluna política

26 de junho de 2014, 12h08

Luciano Huck, Eduardo Bueno e o limite da arrogância estúpida

O empresário travestido de apresentador Luciano Hulk e o jornalista travestido de historiador, Eduardo Bueno, foram protagonistas de dois momentos bizarros nos últimos dias.

O empresário travestido de apresentador Luciano Huck e o jornalista travestido de historiador, Eduardo Bueno, foram protagonistas de dois momentos bizarros nos últimos dias. Peninha, como Bueno é conhecido no meio, chamou o Nordeste de “aquela bosta”. Veja vídeo aqui. E Huck colocou no Twitter e no Facebook um pedindo de “currículos” de garotas que quisessem ficar com gringos.

Huck-twitter huck facebook

Ambos foram além do limite da estupidez. Um foi preconceituoso e xenófobo, estimulando o pior dos ódios da elite tosca do sul e sudeste. E outro se comportou como um machista de quinta, reforçando o estereótipo de que a mulher brasileira é uma mercadoria para exploração e exportação.

O pior, porém, foi o dia seguinte. Como ambos têm algum espaço midiático e circulam por ambientes onde tudo que é feito pelos pares é permitido e compreensível, ao invés de pedirem desculpas pelas suas atitudes, fizeram ao contrário. Atacaram aqueles que os criticaram.

Peninha chegou ao limite de dizer que estava “cagando” para os internautas que protestaram. E os chamou de “idiotas” e “bando de babacas”. E ainda contou com a atriz travestida de mediadora de mesa redonda, Maitê Proença, para dizer que “essa gente é de uma leviandade”. Assistam ao vídeo aqui.

A questão é que essa turma estava acostumada a fazer o que bem entendesse e ficar não só impune, como independente do que vierem a fazer ser sempre tratada na base do tapinha nas costas. Eles tinham o passaporte da impunidade. Nunca eram criticados e nem questionados.

Com o advento da internet e a democratização da opinião e da fala, bizarrices como essa não passam batidas. E aí, a reação típica é a que você pode assistir na fala de Peninha e de Maitê. É xingamento contra “o bando de babacas” e contra os “levianos”. Maitê ainda teve o desplante de dizer que o pessoal não entendeu o espírito do programa. Claro que não. Ninguém em sã consciência poderia entender que uma concessão de TV seria utilizada para chamar de bosta uma importante região do país.

Esse povo é movido a arrogância. E essa arrogância, mesmo não sendo um plano de celular, parece ser ilimitada. Mas ao mesmo tempo estão ficando cada vez menores. Até porque cada vez fica mais evidente o tamanho da idiotice de cada um deles. E se a arrogância não tem limites, a idiotice é oceânica.

Luciano retirou o post de seu Facebook, mas a indignação se espalhou na rede e teve início a campanha #nãomeajudaluciano.