Renato Rovai

Blog do Rovai

Coluna política

06 de setembro de 2018, 18h28

A facada em Bolsonaro, o ódio na política e as eleições ameaçadas…

Tomara que Bolsonaro saia deste ataque sem sequelas físicas. E que este episódio sirva a uma reflexão para mudanças na sua estratégia. Não se faz política envenenando a democracia. 

Na história política brasileira poucos, em momentos de democracia, incentivaram tanto o ódio como o candidato Jair Bolsonaro.

Ele fez do ódio o combustível de sua trajetória.

Fez homenagem aos torturadores da ditadura militar.

Celebrou o ataque a bala à caravana de Lula no Rio Grande do Sul, no que, diga-se, contou com a entusiasmada adesão de Ana Amélia, vice de Geraldo Alckmin.

O ódio gera ódio. Mas isso não explica e nem justifica o atentado que sofreu.

Um ataque a quem quer que seja é algo abominável. Sempre.

E por isso quem preza os direitos humanos é a favor do desarmamento.

Porque sabe que uma pessoa violenta ou desequilibrada pode causar uma tragédia ao empunhar uma arma.

Bolsonaro foi atacado com um arma branca, diga-se também.

E estava escoltado pela Polícia Federal, cujos agentes andam armados. Muito bem armados.

E isso não foi suficiente para impedir a agressão que viveu.

Tomara que Bolsonaro saia deste ataque sem sequelas físicas.

E que este episódio sirva a uma reflexão para mudanças na sua estratégia. Não se faz política envenenando a democracia.

Mas afora isso, o fato concreto é que se este atentado vier a se tornar uma tragédia, o Brasil pode entrar em mais um período de escuridão.

Não consigo imaginar uma eleição sem Bolsonaro na cédula. Como também é bizarro já imaginá-la sem Lula.

Para o bem da democracia, sua candidatura precisa ser derrotada no voto.

Porque se não puder ser candidato, se tornará um mito. Espero, sinceramente, que se recupere. E rápido. Porque, por mais paradoxal que seja, a saúde da democracia brasileira precisa de Bolsonaro vivo e bem vivo.

PS: Hoje, às 21h, falarei mais sobre isso no Fórum Eleições. www.youtube.com/forumrevista.