Milos Morpha

por Cesar Castanha

22 de fevereiro de 2018, 22h35

O pouso de Lady Bird

por Cesar Castanha Em uma sequência de Frances Ha (dir. Noah Baumbach, 2012), a personagem-título, interpretada por Greta Gerwig (também corroteirista do filme), decide, impulsivamente, ir a Paris. Parece-lhe uma experiência que deveria ter tido. Sem planejamento ou dinheiro e enquanto ainda procura um novo lugar para morar em Nova York depois que sua amiga […]


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13 de novembro de 2017, 22h15

O futuro das ruínas em “Era uma vez Brasília”, por Alan Campos

Antes da exibição do longa em competição, Era Uma Vez Brasília (Adirley Queirós, 2017), a décima edição do Janela Internacional de Cinema no Recife sabiamente acertou ao exibir o curta apocalíptico Vacancy (Matthias Muller, 1999). A obra retira quase que por completo a presença humana de suas imagens de arquivo, restando uma cidade fantasma que, […]


11 de novembro de 2017, 14h57

A América Latina sem esperança de Lucrecia Martel

por Cesar Castanha Numa casa afastada, cenário de O pântano (dir. Lucrécia Martel, 2001), Momi (Sofia Bertolotto), uma garota adolescente se arrasta entre sussurros apelando pelo afeto de Isabel (Andrea López), uma jovem que trabalha em sua casa. Ela está quase sempre de maiô e seus cabelos têm uma textura oleosa, de algo mal-lavado, o […]


09 de novembro de 2017, 20h28

O azul de “Boas Maneiras”, por Alan Campos

É notável a presença marcante da cor azul na primeira parte de As Boas Maneiras (dir. Juliana Rojas e Marco Dutra, 2017). Azul bebê, azul quarto de criança, azul cor de meias e roupas infantis, azul calmante. Entretanto, tal azul muitas vezes surge em tons mais escuros. Azul marinho, azul enquanto uma noite fria, azul […]


08 de novembro de 2017, 17h20

Reconfigurações neorrealistas em “O Matador de Ovelhas”, por Alan Campos

O segundo dia do X Janela Internacional de Cinema do Recife começou com a exibição de O Matador de Ovelhas (dir. Charles Burnett, 1977), esse sendo parte da mostra L.A Rebellion. Fortemente enraizado em preceitos do neorrealismo italiano – simplicidade estética, locações reais, desejo por histórias reais, cenas, no geral, desdramatizadas – e interessado pelas […]


04 de novembro de 2017, 17h26

Um espaço entre dois quartos em “Me Chame pelo Seu Nome”

por Cesar Castanha “Eu tenho uma ideia — eu ouso dizer erroneamente — que você se sente mais em casa comigo em um quarto.” “Um quarto?”, ela ecoou, perdidamente surpresa. “Sim. Ou, pelo menos, em um jardim, ou em uma estrada. Nunca em um verdadeiro campo como este.” A room with a view – E. […]


19 de setembro de 2017, 22h38

A imagem que se esgota em “Mãe!”

por Cesar Castanha Em um pôster do filme Mãe!, o material de divulgação alude ao cartaz do filme O bebê de Rosemary (dir. Roman Polanski, 1968), com o rosto de Jennifer Lawrence deitado, transparente, ao modo do de Mia Farrow no outro. A referência é ambiciosa e um convite à expectativa. É também uma estratégia […]


14 de setembro de 2017, 22h22

O moralismo cristão de “Bingo”, por Martim Barros

  Na obra “Cinema brasileiro: Propostas para uma História”, há um momento em que Jean-Claude Bernardet faz um mapeamento da abordagem crítica da produção cinematográfica nacional até os anos setenta. Havia uma tendência muito forte dos jornalistas avaliarem os filmes brasileiros de acordo com parâmetros de qualidade baseados na produção europeia e, sobretudo, norte-americana. Eram […]


28 de agosto de 2017, 21h53

São Paulo e a casa de bonecas em “Como Nossos Pais”

por Cesar Castanha Um amigo, há algum tempo morando em Bruxelas, disse que o filme Como nossos pais (dir. Laís Bodanzky, 2017) o deixou com saudades de São Paulo. Achei uma afirmação bonita, mas também curiosa, considerando que a cidade de São Paulo se apresenta no filme mais por um conjunto de espaços internos — […]


04 de agosto de 2017, 16h24

Delírio entre ruínas em “O Estranho que Nós Amamos”

por Cesar Castanha Na peça The glass menagerie, de Tennessee Williams, o autor apresenta uma família de classe média baixa que foi abandonada pela figura paterna. Amanda, a excêntrica mãe, Laura, a filha retraída, e Tom, o filho poeta e afeminado, vivem em um apartamento pequeno na cidade, isolados do resto do mundo enquanto Amanda […]


25 de julho de 2017, 20h51

Não há silêncio em Dunkirk

por Cesar Castanha A primeira imagem de Dunkirk no filme que leva seu nome não é da praia, mas de uma rua residencial abandonada. Um grupo de soldados vaga por essas ruas, procurando escapar do cerco alemão depois do fracasso dos países aliados na batalha pela França. No início, apenas caminham contemplando as fileiras de […]


14 de julho de 2017, 15h13

De Canção em Canção, existencialismo fora de ritmo

por Cesar Castanha O melhor filme sobre um festival de música, ou a utilizar um como cenário, que eu já vi, Nashville (dir. Robert Altman, 1975). Observando a relação de um extenso grupo de personagens com a música country, Altman propõe um olhar não só para a cultura afetiva de uma cidade, mas também para […]