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09 de novembro de 2018, 17h44

Blogueiro é condenado a pagar R$ 120 mil por ofensas a Caetano Veloso

Flavio Morgenstern foi condenado a indenizar Caetano Veloso em R$ 120 mil, pela criação da hashtag #CaetanoPedofilo

Caetano Veloso. Foto: Divulgação
A coluna de Lauro Jardim informa que o blogueiro Flavio Morgenstern, cujo nome verdadeiro é Flávio Azambuja, foi condenado pela 14ª Vara Cível da Justiça do Rio de Janeiro a indenizar Caetano Veloso em R$ 120 mil, pela criação da hashtag #CaetanoPedofilo, que viralizou. A juíza Flavia Gonçalves Morais Alves afirma na sentença que o réu “instigou que seus seguidores viralizassem a hashtag #Caetanopedófilo e estes, estimulados com a convocação aberta para hostilizar e ofender o autor, responderam imediatamente, espalhando uma onda de ódio e ofensas contra o artista”. De acordo com a juíza, as postagens tiveram o único objetivo...

A coluna de Lauro Jardim informa que o blogueiro Flavio Morgenstern, cujo nome verdadeiro é Flávio Azambuja, foi condenado pela 14ª Vara Cível da Justiça do Rio de Janeiro a indenizar Caetano Veloso em R$ 120 mil, pela criação da hashtag #CaetanoPedofilo, que viralizou.

A juíza Flavia Gonçalves Morais Alves afirma na sentença que o réu “instigou que seus seguidores viralizassem a hashtag #Caetanopedófilo e estes, estimulados com a convocação aberta para hostilizar e ofender o autor, responderam imediatamente, espalhando uma onda de ódio e ofensas contra o artista”.

De acordo com a juíza, as postagens tiveram o único objetivo de atacar Caetano, ultrapassando a liberdade de expressão.

Em agosto o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que o Twitter pagasse R$ 380 mil a Caetano Veloso.

O pivô da ação foram posts onde o deputado Marco Feliciano chama Caetano de “pedófilo”. Em março, foi decidido que eles deveriam ser retirados do ar pela rede social.

Como o Twitter não os retirou, a defesa do cantor entrou com uma ação no TJ-SP pedindo a punição e a juíza Thania Cardin, da 28ª Vara Cível do Tribunal, multou a rede.

Veja também:  Bloqueio de recursos da Educação é inconstitucional, diz Procuradoria

 

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