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25 de outubro de 2013, 18h53

A chance de um jovem negro ser assassinado no Brasil é 3,7 vezes maior, em comparação com um branco

Porcentagem de assassinatos de negros é 8 pontos maior que o de brancos no Brasil

Agência EFE (Espanha), via IPEA

Tradução, Victor Farinelli

17/10/2013

Em uma estimativa que aponta mais de 60 mil pessoas assassinadas no Brasil a cada ano, a possibilidade de um negro ser a vítima é 8% maior que a de um branco, segundo um informe publicado hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Segundo os autores do estudo – que compara a situação dos cidadãos negros com as de pessoas de outras raças, nas mesmas condições socioeconômicas -, o fato de ser negro no Brasil significa “pertencer a um grupo de risco”, já que os mesmos são vítimas de dois de cada três assassinatos.

No caso de adolescentes, dos 226 municípios brasileiros com mais de cem mil habitantes, nos quais foram realizadas as entrevistas, a possibilidade de um homicídio contra um jovem negro (grupo no qual também foram incluídos os mulatos) é 3,7 vezes maior, em comparação com um branco.

No total, estima-se que em todo o Brasil são assassinadas mais de 60 mil pessoas por ano, pelo qual a morte por homicídio é considerada como um risco grande, segundo afirma o relatório do IPEA
A investigação também conclui que os cidadãos negros sofrem mais agressões por parte de agentes policiais que os brancos.
Ainda assim, o relatório assegura que, em 2010, cerca de 6,5 % dos negros entrevistados pela investigação sofreram agressão policial ou de algum agente de segurança privada, situação que sucede com somente 3,7% dos brancos.

Por isso, os autores da pesquisa concluem que a democracia brasileira “está incompleta” e se perguntam se existe um “racismo institucional” que explique essa tendências verificadas nas mortes por homicídios.

Veja também:  Que país é esse?

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