Blog da Maria Frô

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08 de agosto de 2014, 19h47

Carta aberta de Geraldo Elisio a Andrea Neves

Em fevereiro de 2014, o jornalista Geraldo Elisio já havia dado uma entrevista bombástica onde ele acusava Aécio Neves e Andrea Neves de quererem destruir provas:

Acuso frontalmente o senador Aécio Neves e sua irmã Andréa Neves, no ímpeto de destruir as provas de denúncias formuladas pelo site Novojornal. Principalmente as que se referem a denúncias de desvio de dinheiro público e a acusação de que Aécio é dito usuário incurável de cocaína. Porque saber que eu trabalhei no jornal virtual é público e notório. Foram quase seis anos com editoriais assinados, em todos oferecendo espontaneamente o direito de resposta a todas as pessoas físicas e jurídicas citadas em meus textos. E tenho convicção de estarem querendo desqualificar os documentos que comprovam o Mensalão Tucano Mineiro e a Lista de Furnas. (…)  Estão desesperamente tentando encontrar ou até forjar provas mediante intimidação. Nasci no Grande Sertão Veredas e sei que “viver é muito perigoso.” Não temo, não me intimido e se algo me acontecer nem é preciso dizer de quem é a culpa, obviamente ressalvadas as causas naturais. Se morrer, baixo o meu espírito em médiuns especializados em psicografia e continuarei a denunciar as tramoias dos Neves ou quaisquer outras. Ver a entrevista completa aqui

Agora, em sua página do Facebook do repórter Geraldo Elísio, a carta aberta reproduzida abaixo faz duras acusações à irmã de Aécio Neves como a de grampear e perseguir o jornalista em Minas Gerais.

No presente recente Aécio Neves, amparado pelo MP e pela Justiça carioca, repetiu o precedente:  a polícia entrou na casa da jornalista Rebeca Mafra e fez apreensão de equipamentos eletrônicos. Acusada de participar de uma quadrilha de difamação, a jornalista foi pega de surpresa, ela sequer tem ação ativa na rede no debate político.

E por falar em saudade onde anda você” Andrea “Goebbels” Neves, “Mãos de Tesoura”? Sinhá Andrea…

Por: Geraldo Elisio

Hoje fui ao Foro de Belo Horizonte depor como testemunha sobre aquela história que a senhora e o seu irmão Aécio Neves inventaram sobre mim, “braço direito de uma quadrilha de falsários a manipular um bilhão de dólares por ano para produzir e divulgar notícias falsas, inclusive a Lista de Furnas e o Mensalão Tucano de Minas Gerais.”
Fato que gerou a apreensão de meu notebook, listas telefônicas, HD externo e outros badulaques.

Recorda pequena? As “falsidades” constantes do pedido de 22 anos de prisão formulado pelo Procurador Geral da República, doutor Rodrigo Janot, contra o ex-deputado federal Eduardo Azeredo e outros luminares tucanos entre os quais se encontra o candidato do PSDB ao governo de Minas, Pimenta da Veiga. Antes já prestara um depoimento também como testemunha à Polícia Civil de Minas Gerais, também como testemunha, pois não estou indiciado e meu nome não consta de nenhum processo.

Reafirmei perante o meritíssimo juiz e os ilustre representantes do Ministério Público o meu desejo de quebra de meus sigilos fiscal, bancário e telefônico.

Lady Andrea a senhora pode fazer isto, bem como o “brigadeiro do ar da FAB – Força Aspiradora Brasileira – Aécio Neves?

Fui com a tranquilidade dos inocentes, dos que nada devem à Justiça dos homens e que, no momento em que chegar a Deus, quando Ele me indagar “O que fizeste na terra (?) responderei:

Lutei por justiça social e a paz procurando amar uns aos outros como Vós próprio nos amou! E escrevi poemas, porque temos que endurecer sem perder a ternura jamais.”

O seu nome foi pronunciado por uma oficial de justiça na conferência de presença das testemunhas e lá a senhora não estava. Ressalvo a possibilidade de um atestado médico compreensível ou um pedido de depoimento em outro local. Mas eu fui lá, de cabeça erguida, colaborando com a Justiça do meu Estado e do meu País.

Só me eximi de citar fontes em respeito ao meu direito constitucional concedido aos jornalistas com o visto de protege-las. O que por sinal não é respeitado pela “Goebbels das Alterosas” como diz o deputado Sávio de Souza Cruz. Esta prerrogativa foi respeitada na plenitude pelos operadores do Direito pressente à ocasião: o meritíssimo Juiz; o senhor (a) Procurador e Procuradora e Advogadas das partes, inclusive minha filha afetiva Doutora Aurora Ramalho. Uma pena a sua ausência senhora Andrea Neves da Cunha!

“E por falar em saudade onde anda você”, se é que o “poetinha” Vinícius de Moraes me perdoa por usar uma estrofe de poema dele em referência a quem me dirijo.
*Geraldo Elísio é Repórter.

Veja também:  Gilmar Mendes encaminha à Justiça Eleitoral em BH inquérito sobre Aécio Neves

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