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16 de janeiro de 2014, 10h11

Haddad não criminaliza os rolezinhos e sabe que jovens precisam de mais espaços públicos

Prefeito da cidade de São Paulo declarou que os jovens necessitam de mais espaços públicos para usufruir e se manifestarem

Revista Fórum

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), declarou nesta segunda-feira (13) que é preciso dar uma atenção especial aos chamados “rolezinhos” e que está em contato direto com as secretarias de Cultura e Igualdade Racial. O prefeito também disse que é necessário criar mais espaços públicos aos jovens, para que estes possam “usufruir a cidade”.

“Estamos em contato permanente com a juventude, sobretudo a Secretaria de Cultura e da Igualdade Racial. Essa questão do ‘rolezinho’ surpreendeu a iniciativa, assim como a liminar concedida. Eu pedi para as duas secretarias que dialoguem com esses setores para compreender melhor o propósito da coisa para que a gente possa avançar”, disse Haddad.

O prefeito ainda declarou que a questão do “rolezinho” coloca uma discussão necessária a ser feita com a cidade e que a prefeitura já está pensando em algumas iniciativas. “Não é o caso de falar para a prefeitura: ‘cuida dessas pessoas que o problema é seu’. É a cidade que tem que ser discutida. Temos que abrir espaços públicos para que as pessoas possam usufruir da cidade. Pedimos, por exemplo, para colocar iluminação pública nos CDCs (Clubes da Comunidade). Assim você cria arenas que atraem o público jovem que quer se manifestar. Essas providências estão sendo tomadas”, disse Haddad.

Sobre a liminar judicial concedida ao shopping JK e que proibia a entrada de jovens desacompanhados no centro de compras, o prefeito de São Paulo declarou que “não tem nada a ver com o fato de as pessoas realizarem manifestações”. “O cumprimento da decisão judicial não tem nada a ver com a prefeitura. O Estado que tem esse dever”, declarou.

No último fim de semana, dois shoppings foram palcos dos “rolezinhos”: o de Itaquera, onde houve forte repressão policial com balas de borracha e bombas de gás; e no JK Iguatemi, onde uma liminar proibiu a realização do “rolezinho”, a entrada de jovens desacompanhados e uma multa de R$ 10 mil caso o evento fosse realizado.

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