Blog da Maria Frô

ativismo é por aqui

22 de fevereiro de 2015, 12h56

Íntegra do nocaute que Haddad deu em Villa e Sheherazade e a reação dos sabujos da organização do jornalismo ficcional

A surra histórica que Haddad deu na dupla de entrevistadores reacionários e sem um mínimo de preparo virou febre na internet.

A estudante Kalianne Tosold comenta:

Passei a semana inteira protelando para terminar de ouvir a entrevista do prefeito de SP, Fernando Haddad, concedido a JP.

Não é por nada não, mas aguentar escutar a voz cínica e carregada de hipocrisia da “boa cristã” Sheherazade requer um bom humor (e estômago) que só uma sexta-feira pode proporcionar! O ataque dela ao plano piloto de Hadadd que busca timidamente dar dignidade a algumas – já que estamos falando de um plano piloto – travestis e transsexuais que procuram outro destino que não o da prostituição e da morte nas ruas, é de uma escrotidão intragável. Tentou engatar suas falácias contumazes para cima de Haddad e teve que escutar dele uma aula de civilidade e competencia.

Sou fã desse político e não me envergonho de afirmar que espero o milagre da multiplicação de Haddads nas administrações públicas desse pais.

Ouçam aí abaixo a íntegra.

Os cães de guarda do jornalismo ficcional da Globo ficaram feridos de morte.

E além de atacar Dilma diuturnamente reforçaram as trincheiras contra Haddad:

Um tal de Fucs fez a lista mais sabuja já vista no jornalismo ficcional da organização, (confira aqui). Acho que nem gente do naipe de tio Rei conseguiria fazer. 

É tanta desfaçatez travestida de jornalismo que o sociólogo Wagner Iglesias dedicou alguns minutos decupando o texto:

O “jornalista” chegou a dizer que Haddad é um dos piores prefeitos da História de SP. Só se esqueceu de Serra, Kassab, Maluf e Jânio, para citar alguns. A histeria do texto chega a afirmar que “Haddad detonou a Vila Madalena”. 

O titulo do artigo de Época é um primor. Fala em 7 barbaridades de Haddad que jamais esqueceremos. Sete por quê? Algo como as sete pragas do Egito? E que juízo de valor é este em relação a “barbaridades”? E o “jamais”, a troco de quê? Haddad teria feito algo assim tão recriminável que deva ser lembrado para todo o sempre, por gerações? E por fim, o velho artifício de sempre, a la Veja: colocar uma afirmação de interesse da publicação na 1a. pessoa do plural, no caso do jamais ESQUECEREMOS. Esqueceremos quem, cara pálida?

A direita sabe que Haddad, mesmo com todos os problemas de sua gestão em SP, é um nome com grande potencial para o futuro do petismo. Não nos admiremos que tentem macular a imagem dele antes que ele pense em vôos mais altos.

Sobre a mesma ‘matéria’ de Fucs, a estudante cearense Kalianne analisa:

7 ações que só gente besta de São Paulo é que pode achar ruim! Eu acho é ÓTIMO!!! A cidade finalmente está sendo do povo. Vila Madalena agora é frequentada por gente “diferenciada” que “assusta” os moradores locais com blocos de carnaval??? Eu rio litros aqui! ônibus tem preferência em vias estreitas ou nãoo em relação ao transporte individual???? Eu acho ÓTIMO!!! MSTS está conseguindo algum avanço??? Aplausos! “Nóias” têm sido tratados como sujeitos e não como objetos de repressão e higienização??? Estrelinhas para o prefeito!
Quanto mais esses escrotos choram seus mimimis e inventam palavras que Haddad jamais proferiu, eu acho é ótimo!!!!

A entrevista da JP com Haddad demonstra bem como esses coxinhas paulistas merecem o governador que tem, mas jamais merecem o prefeito Haddad!
Eu moro em Viena, aqui as ciclofaixas também desbotam ( ohhhhh que pecado!) Aqui 
as ciclofaixas também entram sobre calçadas quando essas são mais largas. Aqui as ciclofaixas também acabam no fim de um cruzamento e não continuam, porque a partir daquele ponto o ciclista entra na via com os outros meios de transporte. Aqui também tem grafitti, e aqui também tem gueto de ‘nóias’ em lugares turísticos, inclusive! E eu moro na capital de melhor qualidade de vida do mundo, eleita por 4 anos consecutivos! Ah, mas Viena é vermelha, há mais de 30 anos.

A reação animalesca contra aquele que governa a cidade para todos da mídia sabuja nas organizações da famiglia Globo não é surpresa, não é mesmo?

Afinal, o jornalismo-negócio da Globo é vergonha nacional, é aquele jornalismo ficcional que em página de caderno de Economia fala de prédios assombrados. Não, não é uma metáfora, o Caderno de Economia de O Globo teve mesmo coragem de fazer este papel vergonhoso: Confira aqui:

jornalismo_ficcional_O_Globo

O jornalismo-negócio da Globo é aquele que tem ordem da direção de não tocar no nome de FHC quando o assunto é a Lava Jato, que troca a data de afundamento da Plataforma P36 ocorrida durante o governo FHC e a coloca no governo Dilma, que não se incomoda sequer de usar suas novelas pra fazer campanha contra a Petrobras e o governo, afinal não há qualquer diferença entre o jornalismo-negócio-ficcional feito pela Globo e a ficção de suas novelas, confira aqui, aqui e aqui.

O jornalismo praticado dentro de todas as propriedades cruzadas da famiglia Globo não se incomoda sequer de inventar a matéria inteira sobre medo dos funcionários da Petrobras, mesmo sendo desmentidos pelos próprios funcionários citados que nunca foram entrevistados. Confira aqui.

Portanto, nenhuma surpresa com mais uma matéria reacionária de um jornalismo-negócio numa das propriedades cruzadas do Clarín tupiniquim. 

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