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10 de julho de 2011, 14h29

Praça Tahrir: os sindicatos também estão presentes

Os sindicatos, na Praça Tahrir: “PRESENTE!”
Por: Sarah Lynch, The Christian Science Monitor,Tradução: Vila Vudu
8/7/2011


Foto Khalil Hamra/AP

Manifestantes cantam palavras de ordem na Praça Tahrir, ponto focal do levante egípcio no Cairo, nessa 6ª-feira, 8 de julho. Milhares de egípcios tomaram as ruas em todo o país, exigindo justiça para as vítimas de Hosni Mubarak e para pressionar o novo governo militar a apresentar plano claro da transição para a democracia.

Numa sala de um prédio centenário no centro do Cairo, Kamal Abu Eitta levanta-se da cadeira e junta as mãos, braços esticados acima da cabeça, para mostrar o tipo de tortura que sofreu durante o governo de Mubarak.

Membro ativo de seu sindicato e militante há muito tempo, durante a ditadura de Mubarak, Abu Eitta diz que passou por queimaduras, choques elétricos, chicoteamento, pendurado a um gancho na parede, naquela posição.

É um dos milhares de egípcios reunidos na Praça Tahrir na 6ª-feira, 8 de julho, para exigir o fim dos tribunais militares para civis e julgamento imediato dos funcionários do governo Mubarak acusados de corrupção. Mas diz que vem também por outro motivo: para lutar por direitos dos trabalhadores que ele e muitos outros defendem há décadas, no Egito.

O movimento sindical é uma das forças mais influentes durante esse período crítico da transição democrática no Egito.

“O movimento sindical é o único que nunca parou de lutar. Trabalhou todos os dias, na resistência à ditadura” – diz o ativista e jornalista Hossam al-Hamalawy. “Se bombardearem a Praça Tahrir, chamaremos uma greve geral.”

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