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31 de julho de 2014, 14h00

Bolívia revoga acordo de vistos com Israel por considerá-lo “Estado terrorista”

Desde 1972, cidadãos israelenses não precisavam de visto para entrar no país sul-americano. Para Evo Morales, governo de Israel "não respeita as convenções internacionais e os direitos humanos"

Desde 1972, cidadãos israelenses não precisavam de visto para entrar no país sul-americano. Para Evo Morales, governo de Israel “não respeita as convenções internacionais e os direitos humanos”

Por Redação, com informações do La Razon

O presidente da Bolívia Evo Morales anunciou, após reunião de gabinete realizada ontem (30), que decidiu revogar um acordo estabelecido com Israel em 1972, pelo qual os cidadãos israelenses podiam ingressar no país sul-americano sem necessidade de visto.

“O Estado boliviano e o povo tomamos a firme decisão de revogar o acordo sobre vistos com Israel, de 17 de agosto de 1972, firmado sob o regime ditatorial da Bolívia e que permitia aos cidadãos israelenses ingressar no país livremente, sem sequer precisar de visto. A partir de agora, Israel passa ao grupo de países 3”, informou. “Ir para a lista 3 significa, em outras palavras, que estamos o declarando [Israel um Estado terrorista”, disse, depois de justificar a decisão. “Lamentavelmente, o governo de Israel não respeita as convenções internacionais e os direitos humanos”, completou.

Agora, de acordo com Morales, a entrada de israelenses no país será feita por meio consulta prévia à Direção Nacional de Migração, que irá avaliar a pertinência e a justificativa de seus ingressos.