04 de dezembro de 2018, 21h54

“Bolsogate”: Câmara poderá ter CPI para investigar uso do Whatsapp para fraudar eleições

Com base nas inúmeras evidências de que a campanha de Bolsonaro utilizou de caixa 2 para fazer disparos em massa com notícias falsas no Whatsapp durante o período eleitoral, deputados do PT se preparam para solicitar a abertura de uma CPI na Câmara

Reprodução

A bancada do PT na Câmara dos Deputados deverá solicitar, em breve, a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o uso ilegal do Whatsapp por parte da campanha de Jair Bolsonaro para fraudar as eleições.

Nesta terça-feira (4), a deputada Luizianne Lins (PT-CE) apresentou aos deputados de seu partido um requerimento que propõe a criação da CPI. A parlamentar tem como base as inúmeras evidências que foram apresentadas em reportagens de que a campanha de Bolsonaro teria contado com um esquema de caixa 2 com empresários que teriam financiado disparos em massa de fake news no Whatsapp com o intuito de prejudicar a campanha do PT.

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Quando a primeira denúncia veio à tona, em outubro, através de uma reportagem da Folha de S. Paulo, o Whatsapp chegou a bloquear milhares de contas que estariam envolvidas no esquema de disseminação de fake news. Mais recentemente, uma nova reportagem do mesmo jornal denunciou que a campanha de Bolsonaro e as empresas envolvidas utilizaram o CPF de idosos para o registro de chips.

“Apresentamos nessa segunda à liderança do PT proposta de criação de uma CPI para investigar o esquema fraudulento de disparos de mensagens em massa durante campanha do presidente fake news Jair Bolsonaro. Ao fim dos trabalhos, a farsa dessas eleições será desmontada!”, escreveu a deputada Luizianne Lins em seu Twitter.

Em discurso na tribuna na Câmara, também nesta terça-feira (4), o deputado Henrique Fontana (PT-RS) também se pronunciou sobre a ideia de abrir uma CPI. “São cada vez mais evidentes os sinais de que houve o planejamento de uma fraude que foi paga com milhões de reais. Não estamos falando aqui só da questão do caixa dois. Só isso já seria suficiente para ensejar uma investigação profunda do Tribunal Superior Eleitoral”, afirmou.

“Ao que tudo indica, [o uso ilegal das redes sociais] já ocorreu durante a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, e no momento em que a Inglaterra, o Reino Unido, analisou a saída da Comunidade Europeia”, completou o deputado gaúcho.

Para uma CPI ser criada são necessárias 171 assinaturas entre os 513 deputados e deputadas.

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