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14 de dezembro de 2014, 16h06

Bolsonaro choca jornal francês Le Monde: ‘homofóbico, misógino e racista’

Os insultos do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) à colega Maria do Rosário (PT-RS) ganharam destaque na imprensa internacional.

Os insultos do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) à colega Maria do Rosário (PT-RS) ganharam destaque na imprensa internacional

Por Redação

A edição de sexta-feira (12) do jornal francês Le Monde trouxe à tona o episódio envolvendo o deputado federal brasileiro Jair Bolsonaro (PP-RJ) no plenário da Câmara, na última terça-feira (9), ao comentar o relatório da Comissão Nacional da Verdade. Militar da reserva, o parlamentar negou a ocorrência de estupros durante a ditadura e ofendeu a deputada Maria do Rosário (PR-RS), dizendo que não a estupraria porque ela “não merece”.

Homofóbico, racista, atrevido e misógino (que tem ódio ou repulsa ao gênero feminino) foram alguns dos adjetivos utilizados pelo Le Monde. O jornal ressaltou que, em vez de pedir desculpas pela declaração, Bolsonaro fez questão de divulgar o vídeo em suas redes sociais, como se tivesse orgulho do que fez. De acordo com o periódico, o deputado gosta de ser apresentado como um homem que incomoda as pessoas, se diz perseguido pelos partidos e insiste em interpretar uma caricatura.

No jornal norte-americano The Intercept, Bolsonaro foi classificado como “uma vergonha nacional única” no Brasil: “Ele tem uma longa história de racismo revoltante, homofobia e outras formas variadas de fanatismo”. Segundo a publicação, que listou uma série de polêmicas de Bolsonaro, o deputado do PP é a face mais extrema da direita, que tenta arrastar o país à direção oposta à civilidade, ao defender, por exemplo, o uso de tortura para suspeitos de crimes.

Foto de capa: TV Câmara