20 de novembro de 2018, 11h26

Bolsonaro conversa com primeiro-ministro húngaro, um dos líderes da extrema-direita da Europa

Viktor Orbán foi acionado recentemente pelo Parlamento Europeu por violações graves a direitos de imigrantes e por ignorar regras democráticas. Leia as notas internacionais de Ana Prestes.

Divulgação

– O presidente eleito, Jair Bolsonaro, conversou ontem (19) por telefone com um dos líderes da extrema-direita xenófoba na Europa, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán. O telefonema foi feito pelo líder húngaro para parabenizar pela vitória eleitoral e a intenção de comparecer à posse em 1º de janeiro. Ao comentar sobre a conversa, Bolsonaro disse que a “Hungria é um país que sofreu muito com o comunismo no passado, tem um povo que sabe o que é ditadura. O povo brasileiro não sabe o que é ditadura aqui ainda”. O primeiro-ministro húngaro, foi acionado recentemente pelo Parlamento Europeu por violações graves a direitos de imigrantes e por ignorar regras democráticas.

– O indicado para Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Embaixador Ernesto Araújo, disse via twitter que fará um “exame minucioso da “política externa ativa e altiva” em busca de possíveis falcatruas”, se referindo ao período em que o Itamaraty foi comandado pelo Embaixador Celso Amorim.

– Está na imprensa que o Partido Comunista da China convidou membros do PSL, partido do presidente eleito Jair Bolsonaro, para uma visita à China. O convite teria sido entregue no último dia 15 de novembro e está aberto para até 10 participantes do partido irem à China ainda em 2018. A viagem será totalmente custeada pelos chineses, das passagens à hospedagem. A embaixada chinesa aguarda o nome dos componentes da delegação e uma sugestão de temas de interesse para o intercâmbio.

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– Faleceu Alí Rodríguez Araque, um dos líderes históricos do chavismo venezuelano. Desde 2014 era Embaixador da Venezuela em Cuba. Economista, foi guerrilheiro nos anos 60 e 70, conhecido como “comandante Fausto”. Mais tarde foi parlamentar e com a ascensão de Hugo Chávez ocupou os postos de presidente da PDVSA, secretário geral da OPEP, ministro das Relações Exteriores, Economia e Finanças e Energia Elétrica.

– Um juiz federal da Califórnia, nos EUA, emitiu uma ordem que bloqueia temporariamente uma medida aprovada por Trump que proibia por 90 dias as solicitações de asilo por imigrantes que chegassem ao país pela fronteira sul. Pelas leis norte-americanas cada caso deve ser julgado individualmente. Os migrantes das caravanas que saíram da América Central continuam avançando rumo aos EUA e podem chegar a 9 mil pessoas.

– Na Argentina está tudo pronto para o G20 e também para a marcha unitária “Não ao G20”. A marcha deve sair às 15h em Buenos Aires e outras partes do país com a pauta: Não ao G20; Abaixo o acordo de Macri com o FMI; Fora Trump e demais líderes imperialistas; Fora Bolsonaro; Pelo não pagamento da dívida externa; Não ao ajuste, à entrega e à repressão. Centenas de entidades assinam a convocatória.

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– O congresso do Clacso (Conselho Latino-americano de Ciências Sociais) que ocorre ao longo desta semana em Buenos Aires recebeu lideranças latino-americanas como Dilma, Cristina Kirchner, Pepe Mujica e a Deputada Manuela Davila que discorreram sobre os desafios do pensamento crítico na América Latina no próximo período.

– Benjamin Netanyahu sobreviveu a mais uma crise em seu governo. Desta vez chegou perto de ter que antecipar as eleições. Tem hoje 61 deputados em um parlamento de 120. Com a saída do ministro da defesa, Lieberman, havia expectativa de que outro ministro da Educação e líder da direita nacionalista, Naftali Bennett, também saísse, o que não ocorreu. A coligação governamental, que é a mais conservadora da história de Israel, afastou a possibilidade de dissolução do parlamento e convocação de novas eleições.

– O primeiro ministro da Espanha, Pedro Sanchez, visitou ontem o Rei do Marrocos. A visita foi bastante criticada por várias forças sociais espanholas, com destaque para o Podemos, por  legitimar a ocupação ilegal do Sahara Ocidental pelo Marrocos há 43 anos. A frente Polisario também se manifestou dizendo que a Espanha tem responsabilidades com essa descolonização inconclusa que mantem mais de 175 mil pessoas vivendo em acampamentos de refugiados há 43 anos.

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– No Haiti, as ruas se encheram novamente com protestos contra a gestão fraudulenta dos fundos  Petrocaribe, que funcionam há 12 anos no país. Um dos líderes da oposição, Moise Jean Charles, diz que só sairão das ruas quando cair o governo do presidente Jovenel Moise. Onze pessoas morreram e várias ficaram feridas nos últimos protestos. Há uma greve geral em curso no país neste momento.

– Com apenas 100 dias de governo, a avaliação da opinião pública sobre Ivan Duque, o novo presidente da Colômbia é de apenas 33% de aprovação.

– O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, falou por twitter sobre a decisão de expulsar do país o traficante Marcelo Piloto e membro do Comando Vermelho, que já chegou a Foz do Iguaçu. Piloto fugiu para o Paraguai em 2012 e estava preso desde 2017. Sua extradição já estava definida pela justiça paraguaia, mas o presidente Benítez quis acelerar sua saída do de terras paraguaias. Ele é suspeito de ter matado uma mulher dentro do presídio paraguaio no último sábado (17). Sua advogada, Laura Casuso, também foi assassinada no Paraguai há cerca de 10 dias.

– Faleceu Alí Rodríguez Araque, um dos líderes históricos do chavismo venezuelano. Desde 2014 era Embaixador da Venezuela em Cuba. Economista, foi guerrilheiro nos anos 60 e 70, conhecido como “comandante Fausto”. Mais tarde foi parlamentar e com a ascensão de Hugo Chávez ocupou os postos de presidente da PDVSA, secretário geral da OPEP, ministro das Relações Exteriores, Economia e Finanças e Energia Elétrica.

– O presidente eleito, Jair Bolsonaro, conversou ontem (19) por telefone com um dos líderes da extrema-direita xenófoba na Europa, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán. O telefonema foi feito pelo líder húngaro para parabenizar pela vitória eleitoral e a intenção de comparecer à posse em 1º de janeiro. Ao comentar sobre a conversa, Bolsonaro disse que a “Hungria é um país que sofreu muito com o comunismo no passado, tem um povo que sabe o que é ditadura. O povo brasileiro não sabe o que é ditadura aqui ainda”. O primeiro-ministro húngaro, foi acionado recentemente pelo Parlamento Europeu por violações graves a direitos de imigrantes e por ignorar regras democráticas.

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– O indicado para Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Embaixador Ernesto Araújo, disse via twitter que fará um “exame minucioso da “política externa ativa e altiva” em busca de possíveis falcatruas”, se referindo ao período em que o Itamaraty foi comandado pelo Embaixador Celso Amorim.

– Está na imprensa que o Partido Comunista da China convidou membros do PSL, partido do presidente eleito Jair Bolsonaro, para uma visita à China. O convite teria sido entregue no último dia 15 de novembro e está aberto para até 10 participantes do partido irem à China ainda em 2018. A viagem será totalmente custeada pelos chineses, das passagens à hospedagem. A embaixada chinesa aguarda o nome dos componentes da delegação e uma sugestão de temas de interesse para o intercâmbio.

– Um juiz federal da Califórnia, nos EUA, emitiu uma ordem que bloqueia temporariamente uma medida aprovada por Trump que proibia por 90 dias as solicitações de asilo por imigrantes que chegassem ao país pela fronteira sul. Pelas leis norte-americanas cada caso deve ser julgado individualmente. Os migrantes das caravanas que saíram da América Central continuam avançando rumo aos EUA e podem chegar a 9 mil pessoas.

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– Na Argentina está tudo pronto para o G20 e também para a marcha unitária “Não ao G20”. A marcha deve sair às 15h em Buenos Aires e outras partes do país com a pauta: Não ao G20; Abaixo o acordo de Macri com o FMI; Fora Trump e demais líderes imperialistas; Fora Bolsonaro; Pelo não pagamento da dívida externa; Não ao ajuste, à entrega e à repressão. Centenas de entidades assinam a convocatória.

– O congresso do Clacso (Conselho Latino-americano de Ciências Sociais) que ocorre ao longo desta semana em Buenos Aires recebeu lideranças latino-americanas como Dilma, Cristina Kirchner, Pepe Mujica e a Deputada Manuela Davila que discorreram sobre os desafios do pensamento crítico na América Latina no próximo período.

– Benjamin Netanyahu sobreviveu a mais uma crise em seu governo. Desta vez chegou perto de ter que antecipar as eleições. Tem hoje 61 deputados em um parlamento de 120. Com a saída do ministro da defesa, Lieberman, havia expectativa de que outro ministro da Educação e líder da direita nacionalista, Naftali Bennett, também saísse, o que não ocorreu. A coligação governamental, que é a mais conservadora da história de Israel, afastou a possibilidade de dissolução do parlamento e convocação de novas eleições.

– O primeiro ministro da Espanha, Pedro Sanchez, visitou ontem o Rei do Marrocos. A visita foi bastante criticada por várias forças sociais espanholas, com destaque para o Podemos, por  legitimar a ocupação ilegal do Sahara Ocidental pelo Marrocos há 43 anos. A frente Polisario também se manifestou dizendo que a Espanha tem responsabilidades com essa descolonização inconclusa que mantem mais de 175 mil pessoas vivendo em acampamentos de refugiados há 43 anos.

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– No Haiti, as ruas se encheram novamente com protestos contra a gestão fraudulenta dos fundos  Petrocaribe, que funcionam há 12 anos no país. Um dos líderes da oposição, Moise Jean Charles, diz que só sairão das ruas quando cair o governo do presidente Jovenel Moise. Onze pessoas morreram e várias ficaram feridas nos últimos protestos. Há uma greve geral em curso no país neste momento.

– Com apenas 100 dias de governo, a avaliação da opinião pública sobre Ivan Duque, o novo presidente da Colômbia é de apenas 33% de aprovação.

– O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, falou por twitter sobre a decisão de expulsar do país o traficante Marcelo Piloto e membro do Comando Vermelho, que já chegou a Foz do Iguaçu. Piloto fugiu para o Paraguai em 2012 e estava preso desde 2017. Sua extradição já estava definida pela justiça paraguaia, mas o presidente Benítez quis acelerar sua saída do de terras paraguaias. Ele é suspeito de ter matado uma mulher dentro do presídio paraguaio no último sábado (17). Sua advogada, Laura Casuso, também foi assassinada no Paraguai há cerca de 10 dias.

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