23 de junho de 2018, 09h09

Bolsonaro decide não participar dos debates no primeiro turno

Candidato vai fazer 'lives' no horário do confronto entre candidatos, segundo nota do colunista Ancelmo Goes

Foto: Agência Câmara

Segundo lugar nas pesquisas, o pré-candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) decidiu não participar dos debates no primeiro turno da corrida eleitoral. A informação foi publicada na coluna do jornalista Ancelmo Goes nesta sexta-feira (22). Bolsonaro decidiu fazer lives nas rede sociais para conversar com os eleitores no horário do confronto entre os candidatos na televisão.

A estratégia já foi usada pelos ex-presidentes Fernando Collor, em 1989, e Fernando Henrique Cardoso em 1998.

Brasileiros preferem Lula a Bolsonaro para tirar o Brasil da crise econômica

O ex-presidente Lula é o preferido do eleitor para tirar o Brasil da crise econômica e acelerar a economia do Brasil. O presidente tem ampla vantagem sobre o segundo mais bem avaliado, Jair Bolsonaro. Lula é apontado por 32% dos eleitores como o mais preparado para reconduzir o país ao caminho do crescimento, enquanto Bolsonaro aparece apenas com 15% na pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira no jornal Folha de São Paulo.

O resultado retrata a lembrança do período de prosperidade vivido pelo país durante os dois mandatos do líder do PT. Lula deixou o Planalto com aprovação acima dos 80% e uma taxa de crescimento do PIB de 7,6%, o maior índice desde 1985. Os números favoráveis ao ex-presidente são maiores no Nordeste. Para 51% dos eleitores da região, ele é o nome ideal para reconduzir o país para o caminho do crescimento. Bolsonaro aparece em segundo lugar com apenas 8%.

A confiança em Lula é maior entre os mais pobres. Lula chega a 40%, contra 11% de Bolsonaro, na faixa da população com renda mensal de até dois salários mínimos. Os mais ricos preferem Jair Bolsonaro (22%) e Geraldo Alckmin (17%). Lula fica em terceiro no grupo de pessoas com renda acima de dez salários mínimo (12%) empatado com Henrique Meirelles, presidente do Banco Central durante o governo petista.