14 de julho de 2018, 14h14

Bolsonaro defende PMs de Carajás: “Quem tinha que estar preso era o pessoal do MST”

No local, 19 sem-terra foram mortos. O coronel Mário Pantoja, comandante da operação, foi condenado a 228 anos de prisão

O pré-candidato ao Planalto pelo PSL, Jair Bolsonaro, defendeu nesta sexta-feira (13), em Eldorado do Carajás, no sudoeste do Pará, os policiais presos pela morte de 19 trabalhadores rurais sem-terra ocorrida em abril de 1996 na região.

Bolsonaro foi até o local onde os sem-terra foram executados, dez deles com tiros à queima roupa, conhecido como Curva do S, um trecho da BR-155, em Eldorado do Carajás. As execuções ocorreram por policiais militares comandados pelo coronel Mário Pantoja, condenado a 228 anos de prisão.

“Quem tinha que estar preso era o pessoal do MST (Movimento dos Sem Terra), gente canalha e vagabunda. Os policiais reagiram para não morrer”, disse Bolsonaro, em frente a troncos de castanheiras queimados que marcam o local do massacre. Um grupo de policiais que acompanhava o discurso aplaudiu.

O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, discursou antes do presidenciável. “Bolsonaro, aqui o recado da classe produtora é direto: procuramos um presidente que não nos atrapalhe e não nos persiga”, disse. “Quando o senhor se tornar presidente, vê o que fará com essa gente da Funai, do Ibama, do Ministério Público, que não respeita a propriedade privada”, afirmou.

Com informações do Estadão