12 de dezembro de 2018, 19h43

Bolsonaro diz que lei trabalhista tem que se aproximar da informalidade

Depois de dizer que "é difícil ser patrão no Brasil", presidente eleito voltou a reforçar que pretende, em seu governo, reduzir os direitos dos trabalhadores; capitão da reserva também prometeu não demarcar mais nenhum centímetro de terra indígena ou quilombola

Em reunião com deputados do DEM nesta quarta-feira (12) em Brasília, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) voltou a reforçar que pretende, em seu governo, reduzir os direitos dos trabalhadores. Ele chegou a afirmar que a lei trabalhista “tem que se aproximar da informalidade”.

“No que for possível, sei que está engessado o artigo sétimo [da Constituição], mas tem que se aproximar da informalidade”, disse, antes de reafirmar que é “difícil” ser patrão no Brasil.

Ao longo da campanha, Bolsonaro repetiu por inúmeras vezes que o trabalhador terá que escolher entre direitos ou emprego.

Na mesma reunião com parlamentares, o capitão da reserva, sob aplausos, ainda garantiu que não trabalhará pela preservação da cultura indígena e quilombola.

“Não demarcarei um centímetro a mais de terra indígena. Ponto final”, disse, sob aplausos. Não tem mais terra para quilombola também, acabou. Não vou entrar em detalhes, mas isso tem a ver com segurança jurídica no campo”, disparou.