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10 de fevereiro de 2017, 15h44

Bolsonaro diz que vai dar fuzis para “homens de bem” contra “marginais do MST”

Na Paraíba, o deputado federal fez uma palestra já como pré-candidato à presidência e incitou a violência contra movimentos sociais: “Porque cartão de visita para invasor é o rifle 762”. Parlamentar também defendeu o fim do estado laico. “O estado é cristão e a minoria que for contra, que se mude” Por Redação O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) foi à Paraíba para uma palestra, na última quarta-feira (8) e, do estacionamento do aeroporto, em cima de um carro, fez um discurso já como pré-candidato à presidência em 2018. Em sua fala, como era de se esperar, o parlamentar incitou...

Na Paraíba, o deputado federal fez uma palestra já como pré-candidato à presidência e incitou a violência contra movimentos sociais: “Porque cartão de visita para invasor é o rifle 762”. Parlamentar também defendeu o fim do estado laico. “O estado é cristão e a minoria que for contra, que se mude”

Por Redação

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) foi à Paraíba para uma palestra, na última quarta-feira (8) e, do estacionamento do aeroporto, em cima de um carro, fez um discurso já como pré-candidato à presidência em 2018. Em sua fala, como era de se esperar, o parlamentar incitou a violência e a intolerância ao defender porte de arma e fim do estado laico.

O candidato que teve menos votos que os brancos na eleição pela presidência da Câmara dos Deputados voltou a defender o porte de arma para “homens de bem” e direcionou ataques específicos ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ao afirmar que daria fuzis “contra os marginais do MST”.

“Nós confiamos na Polícia Militar, nós daremos porte de arma para todo homem de bem deste país. Nós temos que ter o povo armado para que se possa defender a sua democracia e a sua liberdade. (Para) os marginais do MST que param o agronegócio, vamos dar fuzil para o produtor rural porque cartão de visita para invasor é o rifle 762”, disse, em meio aos gritos de “um, dois, três, quatro, cinco, mil, queremos Bolsonaro presidente do Brasil”.

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Além da violência, o deputado federal incitou a intolerância ao defender o fim do estado laico.

“Deus acima de tudo. Não tem essa historinha de laico, não. O estado é cristão e a minoria que for contra, que se mude. As minorias tem que se curvar para as maiorias”, disse.

*Com informações do Jornal da Paraíba

 

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