Imprensa livre e independente
08 de novembro de 2018, 18h08

Bolsonaro e parte da equipe de ministros se ajoelham e rezam antes de reunião

O militar agradeceu a Deus por ter vencido a eleição e citou que “agora vamos entrar no covil dos ursos”

Foto: Reprodução No dia em que foi eleito, Jair Bolsonaro protagonizou uma cena no mínimo imprópria para o presidente de um país laico, pelo menos em eventos públicos. Antes de invocar diversas vezes a palavra Deus em seu discurso da vitória, o militar chamou o senador Magno Malta, um dos principais articuladores de sua campanha, para uma oração. E, ao que parece, ele vai repetir o gesto com frequência durante o tempo em que estiver no cargo. Nesta quinta-feira (8), antes da realização de uma reunião com sua equipe e parte dos integrantes dos ministérios já escolhidos, Bolsonaro comandou uma...

Foto: Reprodução

No dia em que foi eleito, Jair Bolsonaro protagonizou uma cena no mínimo imprópria para o presidente de um país laico, pelo menos em eventos públicos. Antes de invocar diversas vezes a palavra Deus em seu discurso da vitória, o militar chamou o senador Magno Malta, um dos principais articuladores de sua campanha, para uma oração.

E, ao que parece, ele vai repetir o gesto com frequência durante o tempo em que estiver no cargo. Nesta quinta-feira (8), antes da realização de uma reunião com sua equipe e parte dos integrantes dos ministérios já escolhidos, Bolsonaro comandou uma oração. Todos ficaram de joelhos e rezaram. O militar agradeceu a Deus ter vencido a eleição e citou que “agora vamos entrar no covil dos ursos”.

É no mínimo paradoxal que Bolsonaro fale tanto em nome de Deus e, em contrapartida, estimule a violência contra petistas, índios, quilombolas e população LGBT.

Além disso, vale lembrar que no discurso da vitória, ele ignorou as suspeitas de financiamentos milionários feitos por empresários via Caixa 2 para impulsionando de fake news nas redes sociais, e afirmou que venceu as eleições com “grande parte da grande mídia criticando, colocando-me numa situação vexatória”.

Veja também:  Após ameaças, Bolsonaro manda milícia digital cobrar senadores sobre decreto das armas

Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum