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18 de abril de 2019, 07h41

Bolsonaro é “prenúncio de período sombrio para a democracia e a liberdade de expressão”, diz Repórteres Sem Fronteiras

Brasil caiu três pontos em ranking mundial da liberdade de imprensa. Em análise, organização diz que "horizonte midiático ainda é bastante concentrado no Brasil, sobretudo ao redor de grandes famílias, com frequência, próximas da classe política"

Foto: Allan Santos/PR
Em relatório divulgado nesta quinta-feira (18), que registra a queda de três posições do Brasil no ranking mundial de liberdade de imprensa, a organização Repórteres Sem Fronteiras classificou a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) como “prenúncio de período sombrio para a democracia e a liberdade de expressão”. Com a queda, o Brasil agora ocupa a 105ª posição no ranking. Leia também: Duas medidas: Bolsonaro defende liberdade de expressão, mas processa Fórum Na análise feita pela organização, o “horizonte midiático ainda é bastante concentrado no Brasil, sobretudo ao redor de grandes famílias, com frequência, próximas da classe política” e a eleição de...

Em relatório divulgado nesta quinta-feira (18), que registra a queda de três posições do Brasil no ranking mundial de liberdade de imprensa, a organização Repórteres Sem Fronteiras classificou a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) como “prenúncio de período sombrio para a democracia e a liberdade de expressão”. Com a queda, o Brasil agora ocupa a 105ª posição no ranking.

Leia também: Duas medidas: Bolsonaro defende liberdade de expressão, mas processa Fórum

Na análise feita pela organização, o “horizonte midiático ainda é bastante concentrado no Brasil, sobretudo ao redor de grandes famílias, com frequência, próximas da classe política” e a eleição de Bolsonaro, com uma campanha calcada em discursos de ódio contra jornalistas tende a agravar a situação.

“A eleição de Jair Bolsonaro em outubro de 2018, após uma campanha marcada por discursos de ódio, desinformação, violência contra jornalistas e desprezo pelos direitos humanos, é um prenúncio de um período sombrio para a democracia e a liberdade de imprensa”, diz o texto.

Segundo a organização, em 2018 ao menos quatro jornalistas foram assassinados no país em decorrência da sua atividade. “Na maioria dos casos, esses repórteres, locutores de rádio, blogueiros e outros comunicadores mortos cobriam e investigavam tópicos relacionados à corrupção, políticas públicas ou crime organizado, particularmente em cidades de pequeno e médio porte em todo o país, nas quais estão mais vulneráveis”.

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A publicação ressalta ainda que “o direito ao sigilo das fontes já foi questionado em diversas situações no país e muitos jornalistas e meios de comunicação são alvos de processos judiciais abusivos”. Em seu primeiro mês de governo, Bolsonaro e o filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL/SP) entraram com processo contra a Fórum e o fotógrafo Lula Marques.

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