13 de outubro de 2018, 21h26

Bolsonaro é repudiado em grande ato contra a intolerância em Berlim; Globo esconde

Mais de 200 mil pessoas tomaram as ruas de Berlim, na Alemanha, em um ato contra a extrema-direita e a intolerância; repúdio a Jair Bolsonaro e lembrança de Mestre Moa, que foram destaque em veículos internacionais, foram escondidos pelo 'Jornal Nacional'

Reprodução/Twitter

Milhares de pessoas tomaram as ruas de Berlim (Alemanha), neste sábado (13), em um grande ato contra o crescimento da extrema-direita e a intolerância. Convocada pela aliança Unteilbar (indivisível, em português), a manifestação, que contou com apoio de partidos, associações e sindicatos, teve como meta denunciar a discriminação racial, a xenofobia, a homofobia, a morte de imigrantes e o corte nas políticas sociais.

Mais de 240 mil pessoas teriam participado do protesto, de acordo com a organização.

Jair Bolsonaro (PLS), líder da extrema-direita no Brasil e candidato à presidência, foi repudiado pelos alemães. Placas de #EleNão, em português e alemão, e fotos do militar da reserva se fizeram presentes na manifestação, que contou ainda com uma homenagem ao mestre Moa do Catendê, assassinado no último domingo (7) em Salvador (BA) por um apoiador de Bolsonaro.

A lembrança aos brasileiros, que foi destaque na imprensa internacional, no entanto, foi ignorada pelo Globo. No ‘Jornal Nacional’, principal jornal da emissora, a matéria sobre o grande ato na Alemanha não fez qualquer menção ao repúdio a Bolsonaro e a homenagem ao mestre Moa.

Em entrevista, o ministro alemão do Exterior, Heiko Maas, congratulou os manifestantes e disparou: “Não nos deixemos dividir, muito menos por populistas de direita”.