13 de setembro de 2018, 19h35

Bolsonaro está fora da campanha nas ruas e é aconselhado a não falar, segundo seu filho

“Ele não está conseguindo nem falar direito ainda, então não pode ir pra internet pra fazer transmissão ao vivo, conversar com todo mundo. A orientação médica é que nem fale”, disse Flávio Bolsonaro

Foto: Wilton Júnior/Agência Brasil

Depois da segunda cirurgia, o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), segundo seus auxiliares mais próximos e até mesmo seu filho Flávio, não vai ser liberado para participar de qualquer ato de campanha nas ruas antes do dia da votação no primeiro turno, em 7 de outubro. O agravamento de sua condição física o está prejudicando, inclusive, de se comunicar, de acordo com informações de Tiago Aguiar e Jussara Soares, do Extra.

Flávio Bolsonaro concedeu entrevista à Rádio 97,1 FM e disse que os médicos aconselharam que Bolsonaro evite até mesmo falar, para diminuir o acúmulo de gases na região do abdômem, que ainda precisa de cicatrização interna.

“Ele não está conseguindo nem falar direito ainda, então não pode ir pra internet pra fazer transmissão ao vivo, conversar com todo mundo. A orientação médica é que nem fale, porque quando fala acumula gases e pode ocasionar mais dor ainda. Ao que tudo indica, no primeiro turno não vai ter mais condições médicas de ir pra rua de novo. Praticamente impossível, como ele vai pra rua?… A cirurgia de reconstituição do intestino dele vai acontecer daqui a dois meses ou mais, não tem como ir pra rua com a barriga aberta ainda. É risco de infecção, é risco de arrebentar. É totalmente contraindicado”, afirmou o filho do presidenciável.

Um grupo significativo de aliados avalia a dificuldade de atrair o mesmo número de simpatizantes em agendas públicas. Major Olimpio, presidente do PSL de São Paulo, já destacou que a campanha de Bolsonaro terá menos pessoas nas ruas enquanto o candidato não puder retomar a rotina. “Não temos essa capacidade de levar milhares de pessoas às ruas, como é uma característica e uma força do Jair Bolsonaro. Mas vamos levar a mensagem”.