08 de agosto de 2018, 08h34

Bolsonaro fala em implantar educação à distância desde o fundamental

Para ele, essa modalidade de educação ajudaria a combater o "marxismo" nas escolas. Segundo Bolsonaro, o aluno poderia ir às escolas apenas para fazer provas e aulas práticas

O deputado Jair Bolsonaro. Foto: Agência Câmara

Jair Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PSL cogita implantar a educação à distância desde o ensino fundamental. Para ele, essa modalidade de ensino ajudaria a combater o “marxismo” nas escolas. Segundo Bolsonaro, o aluno poderia ir às escolas apenas para fazer provas e aulas práticas, a depender da disciplina, em declaração feita nesta terça-feira (7).

“Conversei muito sobre ensino a distância. Me disseram que ajuda a combater o marxismo. Você pode fazer ensino a distância, você ajuda a baratear”, disse ele a jornalistas quando questionado sobre propostas para a Educação. Ao ser perguntado sobre qual estágio de ensino pretendia usar a modalidade a distância, ele disse que “a depender da disciplina, todos eles podem ser à distância”.

O parlamentar defendeu o movimento Escola sem Partido e diz que usará  um “lança chamas” no Ministério da Educação para tirar de lá as ideias de Paulo Freire, teórico do pensamento crítico nas escolas. “Um garoto chinês, japonês, israelense de 15 anos de idade, sabe balancear uma equação química, ele sabe de cor o livro de física de Isaac Newton. O nosso só tem pensamento crítico, pra saber se vai ser homem ou mulher, a grande decisão da vida dele”.

Bolsonaro não revela quem seria o seu escolhido para assumir o Ministério da Educação. No entanto, ele afirma que pode “ser alguém da atual gestão no MEC”. Bolsonaro deixou a Câmara dos Deputados escoltado pela Polícia Federal – a PF oferece proteção a todos os presidenciáveis.


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